«O país que há um mês não viu qualquer inexactidão, erro ou vigarice naquele Baptista da Silva descobre agora que os tipos do FMI produziram um relatório inepto, incompetente, ideológico e, como garantiu a antiga ministra Manuela Arcanjo, “80% desonesto”. Tudo isso é normal. Imaginamos o que seria dito, se aquelas 70 páginas viessem apenas do Governo ou se tivessem sido encomendadas a consultoras nacionais. E, mesmo sem qualquer encomenda, o estudo seria também diminuído por vir do FMI, que é quem nos fiscaliza, mas também que nos emprestou dinheiro, esperando por isso ser ressarcido. Saber quem fez e porque foi feito o estudo do FMI parece uma pequena coisa no meio das críticas que têm sido feitas. Mas nisso digamos que o documento cumpre a sua função doméstica. Obriga-nos a interiorizar a necessidade de cortar na despesa do Estado, se nos quisermos libertar deste nível de impostos.»
Pedro Lomba, no Público

Bullshit.
Cirurgicamente… na mouche.
Mas porque é que se a dívida cresceu, se a experiência amadureceu e se a demoracia medrou, o sentido crítico geral parece tão infantil quanto o dos novos ricos do vinte e cinco do quatro?
Desafiamos demasiado a nossa sorte… E é triste tamanha cegueira romântica.