5 comentários em “Resistência activa ao aborto ortográfico (32)”

      1. Seguramente que, quando a academia brasileira começou a retraçar o português, em 1906 e 1907, não era para “internacionalizar” a língua (nas actas, disponíveis, decide-se a “simplificação”, sem qualquer ordem de preocupação para com Portugal e problemas que levantaria uma tal “reforma”… Impera o nacionalismo (http://www.filologia.org.br/revista/artigo/5%2815%2958-67.html), a facilidade, porque é mais fácil mutilar do que ensinar… e, também, a obediência a uma daquelas modas francesas do séc. XIX (l’orthographie scientifique ) que Paris gostava de lançar mas que se abstinha velhacamente de aplicar a si mesma…
        Com este passado é da gente se interrogar quem mente a quem, a academia ou o itamaraty – mas se se convenceram mesmo que o acordo lhes daria o lugar permanente no conselho de segurança (de que a quimera do português língua oficial seria apenas o primeiro passo), o caso é grave, porque isso é (ou era, até há meses) o objectivo número 1 da política externa brasileira (sic). Claro que entre a ortografia e o almejado lugar não há nada em comum, mas por estranho que pareça é mesmo assim.
        O lugar permanente é uma obsessão brasileira já detectável em 1919 na Sociedade das Nações. Não o conseguiram e, por isso, vetaram um lugar para a Alemanha que, por esse motivo não foi do conselho que na SDN tinha o papel que hoje é o do conselho de segurança da ONU.
        O adiamente brasileiro do acordo pode ter sido facilitado pela verificação de que Obama não tem para oferecer ao Brasil – ao contrário do que esperavam – qualquer apoio nesse sentido, existindo ainda oposição expressa do México e da Argentina, com o que terão esmorecido as vaidades.

  1. Eu faço guerra aberta, mesmo. Já não há pachorra para tanta idiotice.
    E quanto a livros, estamos conversados. Até fere a vista.

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