Parece que a CP vai fazer greve no Natal e no Ano Novo, algo que só será notícia para quem tenha andado muito distraído durante este ano. Seria certamente interessante comparar o calendário das greves de 2012 da CP com o calendário civil, e tomar nota de quantas greves coincidiram – puro acaso, certamente – com feriados, fins de semana prolongados e festividades avulsas. Para 2013, antes de se tentar fazer ver aos trabalhadores da CP o transtorno que causam a milhares de pessoas, talvez fosse boa ideia explicar-lhes a diferença entre os conceitos de “greve” e “férias”, que pelos vistos estão muito confusos naquelas cabecinhas.
Tortos direitos
eventhorizon,

Não é preciso olhar para nenhum calendário, foi anunciado, e razoavelmente noticiado, que os trabalhadores da CP estão em greve em todos os dias feriado. Todos, sem exceção.
A razão da greve prende-se, segundo entendo, com o facto de a CP recorrer sistematicamente a horas extraordinárias para asegurar o serviço nesses dias, mas pagar essas horas extraordinárias ao preço de horas normais.
Eu também me prejudicam estas greves, mas pergunto, que raio de empresa é a CP que recorre a horas extraordinárias para efetuar um serviço ordinário? Antes de atirar com o prejuízo da greve à cara dos trabalhadores, conviria pensar se a administração da empresa não tem também boa dose de culpa nelas.
Meu caro, eu estou-me nas tintas para quem tem a culpa. De há quase dois anos a esta parte, raras foram as viagens que consegui planear de acordo com o que era mais conveniente para mim, quando sou eu (e os restantes “utentes”) quem lhes paga, via OE e bilhetes. Maquinistas ou administradores, a merda é a mesma.
Muito bem respondido; aliás, se recuar no tempo, tipo últimos 20 anos, contem os dias de greve desses parasitas da sociedade, esses biltres maquinistas. Tinha logo que vir um escatológico esquerdoide vir para aqui defender o indefensável. O egoísmo desses funcionários do PCP é tal que jamais tiveram uma palavra para os milhares de utentes dos caminhos de ferro que, nas alturas mais crucais daquilo que resta do nosso colectivo tuga se predispoem a ficar de férias porque trabalhar (não de graça, atenção) é para os outros. O estado, “se os tivesse”, já tinha colocado os miliatres a fezer essa função (maquinistas) e provocado um despedimento colectivo. É com trampas destas e com estes trampas que estamos como estamos…
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Ainda não percebi se o Lavoura é do contra (entenda-se contra tudo) ou e se é apenas contra os fracos e oprimidos, ou seja, a favor dos privilegiados. Dificuldade minha, admito.
Sugiro que se venda a CP em vez da TAP. O problema das greves resolve-se num instante.
Ainda não percebi se o Lavoura é do contra (entenda-se contra tudo) ou e se é apenas contra os fracos e oprimidos, ou seja, a favor dos privilegiados. Dificuldade minha, admito.