Tinha muita expectativa quanto ao suplemento de sábado do “i”. Hoje, logo pela manhã, fui comprar e, mesmo antes de ler o jornal, estive a ler a “Nós” enquanto tomava o pequeno almoço, no sítio do costume.
Os que esperavam um “remake” do saudoso DNA, talvez se tenham sentido defraudados. No entanto, o ADN está lá. Uma revista (chamemos-lhe assim) diferente, uma lufada de ar fresco no cinzentismo das revistas de fim de semana que os jornais oferecem. Um grafismo diferente, aqui e ali arrojado, rejeitando o estilo “arrumadinho” que torna todas as revistas portuguesas iguais.
Pode haver quem não goste. Aceito. Eu também não fui um entusiasta de primeira hora do DNA, mas ao fim de meia dúzia de edições fiquei apanhado.
Pedro Rolo Duarte sabe marcar a diferença naquilo que faz, sabe escolher os colaboradores, conhece os meandros da edição, gosta de apostas arrojadas e sabe o que é unidade editorial. Não percebo a razão de ter estado tanto tempo impedido de fazer aquilo que gosta e tão bem sabe fazer.
Ainda não li tudo, mas a avaliação é francamente positiva. Voltei a sentir o prazer da leitura descontraída das manhãs de sábado, que já não sentia desde que o DNA foi relegado para a sexta-feira, antes de um fim prematuro. As manhãs de sábado na esplanada, em frente ao mar, voltaram a ter o sabor de outros tempos.
adenda: Numa proposta de 50 números que pretende abordar “qualidades, defeitos e características que podemos identificar como associadas aos portugueses”, eu não teria começado pelo romantismo, é certo, mas isso fica para outro dia.

Na Quinta comprei o I, mas ainda não consegui terminar nem sequer esse primeiro número (sempre o maldito tempo, que não se suspende nem um instante, porquê?!). No próximo sábado, então vou experimentar esse suplemento e espero, no mínimo, dar uma vista de olhos do princípio ao fim.
Acho que vou ter de deixar de ler blogues, ou então deixar de dormir definitivamente. (`_^)
Carlos: “romantismo” como qualidade ou defeito?