Estou desiludida com o novo diário, "i". A manchete "Sindicatos, patrões e governo: todos querem menos imigrantes" provoca-me a pergunta: E….? Não sei se era essa a ideia. É claro que o primeiro número vai ser comprado por toda a gente, não precisam de se esforçar muito, mas caramba, não havia lá uma noticiazita? Uma, mesmo pequena? O formato, o papel, o agrafo, é tudo muito agradável para quem procura lifestyle num jornal. Chamem-me antiquada, mas eu sou do tempo das notícias…
E…?
Cristina Almeida,


Só irei comprar no sábado para ver como é a revista liderada pelo Pedro Rolo Duarte,confesso que não me entusiasmei com o site e por isso também não fui comprar em papel.
Concordo com a Cristina.
Comprei e até agora apenas folheei. O jornal é desagradável porque tem metade da capa e metade da contracapa completamente borradas com tinta preta em contínuo, o que emporcalha as mãos, quando não as mancha mesmo. Além disso, uma boa metade das páginas estão cheias de anúncios, cinemas, teatros e outras porcarias que não são notícia nenhuma. Acho que menos de 1/6 do jornal serão notícias propriamente ditas, o resto é variedades.
Enfim. Também valha a verdade que é barato e o papel pode ser aproveitado para lavar as vidraças, que no meu caso bem precisadas estão, e no Inverno para acender a lareira.
Antiquada! 😉
so am I .. *
Parece que o director do “i” já tinha prevenido que os jornais estão cheios de notícias que, na opinião dele, ninguém lê, pelo que iria mandar às urtigas a vertente noticiosa.
Só não explicou para que é que serve o seu jornal. Ou quem serve…
Bem, para já, serve-o a ele mesmo…
Eu sou do tempo das notícias e dos jornais que nos borravam as mãos e cheiravam a tinta quando ainda “estavam frescos”, Cristina. Outro pormenor de somenos importância: eram feitos por jornalistas.
Se tivesse lido o editorial, nem sequer o tinha comprado. Assim, voltartei a comprar no sábado, para ver a revista.
Notícias?, notícias num jornal, para quê? Há coisas bem mais úteis que um jornal pode trazer-nos do que as já corriqueiras notícias. Olhe, por exemplo, o Luís Lavoura, acima, enuncia duas delas, cada qual a mais prestimosa.
Há que inovar, Cristina, e novo, novo, é um jornal com muita coisa, mas sem notícias. Porque senão, seria mais do mesmo.
Esta falta de interesse deve ser sintoma de envelhecimento. Mas confesso que, perante os anunciantes que ouvi, não fiquei nada curiosa. Faz-me lembrar a anedota do outro a quem perguntaram se tinha casado com a mulher por amor ou por interesse. Como nunca se lhe tinha posto o problema demorou algum tempo a responder mas, depois, deu a resposta convicto: Deve ter sido por amor, porque ela nunca me despertou interesse nenhum.
Conclusão: vou comprar para ver e não jurar falso, mas interesse, interesse não me despertou mesmo. E com esta sua achega…
:))
Ainda não o vi, Cristina. Será que a montanha pariu um rato, então? O nome também não ajuda.
A Cristina é que pediu. Do tempo das notícias! não antiquada. Mas também me pode chamar isso. 🙂
Ainda não tive muito tempo para ler, mas confesso que não fiquei muito animado com a primeira abordagem.
É verdade que um jornal que se limite a dar as mesmas notícias pela manhã que já foram dadas pelos noticiários televisivos na noite não terá muito sucesso. Precisa de valor acrescentado. Nâo me parece é que se chegue lá pela via dos dossiês. Os jornais precisam de notícias, mas em primeira mão. Precisam de investigação. E, aí, é que não estou a ver quem consiga.
oh Cristina: as notícias agora sabem-se pela televisão, na internet, por sms etc.
… E pelos jornais? Hehehe…
Parabéns, Cristina. Em poucas palavras você disse tudo acerca daquela porcaria de pseudo jornal, aliás, pseudo revista, aliás miscelândia de bocas, aliás, agência de publicidade em papel…
Só para si, digo-lhe um segredo: eu a dirigir um jornal com 70 jornalistas, hoje tinha o mundo inteiro a falar do jornal. Este “e…” nem na tasca do meu bairro sabem o que é.
Vejo com tristeza no site que o “i” se gaba de o governo ter reagido à sua manchete de hoje reduzindo as quotas de imigração. Não é nada de que eu gostasse de me vangloriar, até porque parece-me que é o inverso que é verdadeiro: governo aproveita manchete do “i” para reduzir quotas de imigrantes.
Concordo em absoluto consigo. Mas digo mais: será que aos leitores só interessam as notícias do New York Times, noticiário internacional e, já agora e sem qualquer tipo de complexo bairrista, informação sobre a capital?
Além do mais, para um primeiro número parece tudo muito requentado. Há quanto tempo a questão dos contentores de Alcântara já foi notícia noutros jornais e televisões? Há quantos dias já foi inaugurado o pavilhão do FC Porto, devidamente noticiado em tudo o que é jornal e televisão (ainda por cima é uma das poucas notícias – uma breve – sobre o resto do país)?
Outro pormenor paradigmático: por que motivo o cartaz dos cinemas divide (e bem) Lisboa em Centro, Margem Sul, Linha de Cascais, etc.., enquanto no que se refere ao Porto cabe lá tudo (Penafiel, por exemplo)? Sinceramente, acho que isso quer dizer alguma coisa… Não pelo Porto, mas porque me parece que nada mais existe além de Lisboa. Nem Algarve, nem Alentejo, nem Beiras, nem Trás-os-Montes, nem Minho, nem Douro Litoral, nem Açores, nem Madeira.
Para quem assume que sabe o que os leitores querem ler, se calhar até de forma um pouco arrogante, parece-me uma opção um pouco estranha!…
Já agora, só mais uma crítica. À sexta-feira o jornal custa 1,40 euros. E não me parece que tenha oferecido nada mais do que no dia anterior (excepto um especial sobre o New York Times, claro!).