«O homem nervoso tornou-se o verdadeiro homem democrático. Já não se limita a depender da autoridade técnica. É ele que a ordena sem nenhuma reserva, como que numa espécie de autoritarismo invertido. O homem nervoso censura que os génios das finanças não tivessem previsto a crise das finanças; que os génios da política não antecipassem a crise do Estado; e que os génios da ciência não aplacassem a imprevisibilidade da natureza. O homem nervoso deseja máxima segurança e está disposto a condenar inocentes em prol da sua nova condição de súbditos. Súbditos de sábios forçados.»
Pedro Lomba, no Público

Aproveitar o disparate de uma juíza italiana na condenação de cientistas para tentar passar uma esponja pelos erros de previsão dos financeiros incompetentes e pelas falsas promessas dos políticos desonestos que actualmente nos governam não passa de uma manobra de propaganda.