Passos Coelho rules


Rui Rocha,

Tendo em conta as previsões de evolução do PIB, do desemprego e do consumo incluídas na proposta de OE 2013, talvez fosse melhor Vítor Gaspar entregar-se já às autoridades:

 

«Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?»

 

«Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se.»

 

«Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles».


Passos Coelho em 5 de Novembro de 2011

12 comentários em “Passos Coelho rules”

  1. Tendo assistido há pouco via TV à conferência de imprensa do sujeito, não consegui, de modo nenhum, perceber para que serviram afinal aqueles intermináveis conselhos de ministros.

  2. Enquanto em Paris certa pessoa fizer uma vida de luxo e, por cá (e não só por cá), os seus acólitos continuarem em absoluta impunidade a vomitar sobre o país arrogantes inanidades de virgens caídas há uns meses apenas neste mundo, vivendo tranquilamente à conta do erário público ou das prebendas das empresas do regime e cavalgando esta desgraça com (inegável) sábio cinismo, os que agora “lá estão” bem podem, pelo menos, invocar igual intocabilidade.

    Ou há moralidade ou comem (e no caso com que gula) todos…

    Costa

    Já eu, se falhar por um dia, por minutos, um pagamento de uma das minhas intermináveis obrigações para com o estado, que fez do seu contrato comigo o que bem entendeu, recebo pressurosamente toda a sorte de agradáveis lembretes do fisco, lembrando-me que bem posso ficar sem sequer as peúgas que traga calçadas. E passo em pouco tempo de cidadão a “executado”.

    Que é, pelo andar da carruagem, aquilo que quase todos os portugueses serão, dentro de um ano. Estejam lá estes, ou os outros que lá estiveram antes (e que nos preparamos para lá repôr, claro; porque o povo não prima pela inteligência e, em desespero, vai atrás de qualquer promessa).

    Costa

  3. O que assusta em PPC e toda a classe política/judicial não é a “mentira”.
    O que assusta é que ele e a maioria dos portugueses acreditaram nelas. São incapazes de pensar com própria cabeça para as detectarem.
    A aritmética das contas publicas não nada de especial.
    Mas continuam todos ignorantes, usam palavras absurdas como “sacríficios” quando nem começámos reduzir dívida – a única situação em que se poderá de algum modo falar em sacrifícios- mas apenas aumentá-la a um grau menor.
    São todos amigos de Sócrates, querem de volta os 10% de défice.

  4. E a nós de que valia o Gaspar, ou o Passos presos? Ou a estudarem em Paris? Infelizmente neste País, abundam os que preferem títulos a prestígio. Relvas e Zorrinhos, Abrantes e Ààs, parecem nascer das pedras! O problema dos nossos patrícios Ricciardis na recruta, está no excesso de oferta!

  5. Caro Rui
    O homem tem uma divida para com o País e o Povo: pagar a sua extensa formação académica, que pelos vistos obteve à nossa conta (palavras dele). Daí ter imaginado e posto nas folhas excel este orçamento! Sr. ministro
    Os portugueses são um Povo bom e não querem que o Sr. lhes pague nada. A sua divida está saldada, vá-se embora pôrra !

    1. Sofia adorei… é isso mesmo, o Povo perdoa a divída, pode ir embora, pôrra!
      (nem eu, alentejana de todas as costeletinhas diria melhor)

  6. Rui, vamos lá meditar profundamente sobre este assunto dos objectivos, tendo em conta a cultura gastronómica neste país. Quem falha os objectivos são os outros, por isto mesmo os outros devem pagar. São sempre os outros que falham. Assim sendo, os outros pagam e eles papam.

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