Há uma coisa que define Vítor Gaspar: a sua incapacidade absoluta para reduzir a despesa do Estado e equilibrar as contas públicas. Todos os portugueses esperavam deste Ministro a apresentação, logo no início do seu mandato, de um programa ambicioso de reforma do Estado e redução dos organismos inúteis. Vítor Gaspar limitou-se a anunciar um imposto extraordinário, a cobrar logo em 2011, e a meter no Estado mais um fundo de pensões. No orçamento para 2012, quando se continuava a esperar a redução da despesa, lembrou-se de tomar antes uma medida que qualquer jurista lhe diria que era inconstitucional: o corte de salários e pensões. Pelo caminho teve que rectificar o seu orçamento, pois esquecera-se que o Estado, ao adquirir um fundo de pensões, iria ter que pagar essas pensões. Quanto à redução do peso do Estado mais uma vez foi o zero absoluto.
No início de Setembro faz Passos Coelho anunciar a medida mais louca que se poderia imaginar: a transferência da TSU dos trabalhadores para os empresários, provocando um clamor de indignação geral. Quando percebe o sarilho em que tinha metido o Governo, Gaspar fez mais uma vez a única coisa que sabe fazer: voltou a aumentar impostos, agora de forma brutal. O IRS vai afogar a classe média e centenas de milhar de pessoas irão seguramente perder a casa, perante o disparar do IMI, depois de eliminada a cláusula de salvaguarda. É manifesto que a receita fiscal só pode diminuir depois destas medidas. Mas Gaspar volta a avisar que “a consolidação orçamental em 2014 será feita do lado da despesa“. Cabe perguntar porque é isso não sucedeu em 2011, 2012 e nem vai suceder em 2013. Este Ministro das Finanças serve para quê?
É pena que os nossos deputados aceitem pacificamente ir atrás de todo este disparate. O CDS, o célebre partido contra os impostos, diz que vai procurar medidas do lado da despesa. E Luís Filipe Menezes diz que as medidas de Gaspar até são um bocadinho mais suaves do que o previsto. Vítor Gaspar vai atirar o país para o precipício, com o Primeiro-Ministro e os partidos da maioria a aplaudir.


Cortes na despesa = cortes nos salários + despedimentos + fechar institutos + etc. Se não deixam o homem cortar na despesa…
Sr. Luís
Ele não é capaz de cortar na despesa e nenhum outro governante o consegue, simplesmente porque o mesmo sistema que esta doente, não aceita curas. Somos um estado hipocondríaco.Ou seja, gostamos de andar no médico e gostamos de estar doentes, e não venham com curas que isso não tem piada nenhuma.
Agora a sério: Só um ditador para cortar na despesa, tudo o resto é conversa fiada.
Um aparte- ninguém se lembrou de festejar os 93 anos do José Hermano Saraiva.
Não é bem verdade, a RTP Memória esteve o dia todo a transmitir os programas de JHS
Mas o senhor não morreu já?
E este gaspar, não está também já morto? por favor avisem o homenzinho. E os outros todos.
Menos um, que esse anda bem vivinho a passear no estranjeiro à conta do mexilhão.
Quem atira Portugal ao sacrifício é o euro – e quando aparece um corajoso aqui a advogar em um post a única saída, a saída do euro, é logo duramente criticado… Bem, veremos até onde Portugal aguenta, os portugueses não merecem a situação atual, mas devem convencer-se que, sem euro, pelo menos há esperança, e, com euro, a agonia nunca acabará. Que tal os portugueses novamente liderarem a Europa rumo ao desconhecido, mas cheios de esperança, como o fizeram há 600 anos?…
Você deve estar a zombar com os “tugas” só pode.
“quando se continuava a esperar a redução da despesa, lembrou-se de tomar antes uma medida que qualquer jurista lhe diria que era inconstitucional: o corte de salários e pensões. Pelo caminho teve que rectificar o seu orçamento, pois esquecera-se que o Estado, ao adquirir um fundo de pensões, iria ter que pagar essas pensões. Quanto à redução do peso do Estado mais uma vez foi o zero absoluto.”
Este parágrafo é um monumento à falta de pensar.
O Autor julga que a despesa do estado é o quê: canetas e papel dos escritórios do estado?
Os salários e pensões são a maior parte da despesa.
No fim do Governo Sócrates 1/4 da despesa era dinheiro pedido emprestado. Logo um corte a direito implicava cortar 1/4 dos salários e pensões ou seja 25%, com jeito e cortes mais profundos noutros lados conseguir-se-ia talvez reduzir a 1/5 ou seja 20%.
20% de 14 ordenados são grosso modo 3 ordenados.
O corte da despesa do estado só se faz cortando também nas suas maiores despesas. Como Regime Socialista não tolera cortes, só tolera aumentos de impostos na estúpida igualdade orwelliana dos Juízes do Constitucional então só resta destruir ainda mais economia livre como este Governo faz em mais uma destruição socialista.
Uns dizem que “o PSD tem que renegociar o acordo com a troika, pedindo prazo, eventualmente mais dinheiro, e apresentando, em contrapartida, um plano sério de reestruturação do Estado, o mesmo é dizer da dívida pública”.
Outros argumentam que a reestruturação do Estado não pode ser feita sem despedimentos e que o Estado não pode invocar esse argumento, o da reestruturação, para despedir com justa causa.
Gente do sector privado diz que o Estado terá que cortar, rapidamente, nas despesas com os seus servidores; outros defendem que basta deixar passar o tempo para fazer baixar o número de funcionários públicos, quer esperando que passem à situação de reforma, quer esperando que morram, e que o melhor é cortar nas gorduras.
Por outro lado, muita outra gente, logo que vê os seus interesses ameaçados, toca a fazer greve (se viver à conta de Estado) ou a ir para a rua protestar, arrebanhando os que pouco têm para viver.
Um amigo meu diz que a culpa é do PSD, por que assinou o acordo com a troika, acompanhando o PS e dando a mão ao Sócrates, dizendo, ele, que essa foi a maior asneira que o Passos Coelho fez. A teoria do meu amigo é esta: se o PSD não tivesse assinado o acordo com a Troika o dinheiro acabava-se e o Estado deixava de honrar os seus compromissos, a começar pelo vencimentos e a acabar nas pensões de reforma. E se assim acontecesse, diz ele, toda a gente entendia que tínhamos que apertar o cinto e seria fácil cortar nas gorduras e reestruturar a administração pública, uma vez que os funcionários públicos sérios, que são a maioria, denunciariam imediatamente todos os desperdícios e todas as redundâncias.
Por mim, dou comigo a pensar, frequentemente, no aconteceria se tal teoria fosse levada à prática. Será que hoje estaríamos melhor? Ou isso seria um desastre para todos? Quem sabe?
A cada dia que passa se percebe que como ministro das finanças temos um mero especialista em simulações contabilísticas completamente incapaz de GOVERNAR.
Caro Luís:
Eu li o seutexto com atenção mas ocorre-me fazer-lhe uma simples pergunta. Tendo em conta que está tudo mal qual é a sua alternativa? Já agora convinha não passar uma borracha pelo que aconteceu entre 2005 a 2011 pois pelo que leio, vejo e observo pelos vistos não houve responsáveis pelo actual estado do país. Respeito todas as opiniões não consigo é tolerar branqueamentos de situações criminosas ocorridas nos anos acima focados. Haja memória.
Sr. Carlos Ferreira
Sinto que devo concordar com o seu ponto de vista, mas uma vez que não há justiça neste país, ou se a há não é para aplicar a governantes, o seu ponto passa a teórico e além disso é passado. Neste caso, memória sem justiça serve para quê?
Para o presente, de nada serve. Para o futuro? Não vejo mudanças, continua tudo na mesma, alias, pior a cada dia que passa. É evidente que sair em defesa de uns ou em ataque a outros é pura perca de tempo uma vez que não há orientação ideológica na politica e que essas manifestações só acontecem por uma questão de orgulho clubístico, o ser humano gosta muito de culpar e apontar defeitos aos outros, nunca vê o seus.
Não há um único português que não tenha responsabilidades na actual situação em que nos encontramos, essa é que é a verdade. E é nessa verdade que todos devemos pensar e encontrar nela a razão que nos una, para que com essa força possamos sair deste buraco.
Pois é. Mas se é assim que se combate o crime a justiça continuará impune neste país.
Será que o senhor sabe que grande parte das despesa pública é feita com salários e prestações sociais?
Viu o barulho que se levantou com o corte nas fundações?
Ou pensa que a despesa consiste em carimbos e post-its?
Se havia dúvidas, toda a gente já sabe o que Passos queria dizer com o ir mais longe.
Temos um desgoverno que o único rumo que conhece é exactamente ultrapassar a troika. Há condutores que não são capazes de aceitar a fila, e depois enfaixam-se e enfaixam os outros.
Se havia alguém que poderia garantir uma estabilidade social era a classe média. Com o que fizeram quero ver como este governo garantirá o equílibrio social ao transformar em pobres o garante da estabilidade.
Anda tudo doido!