Entrevista e escolha de títulos


escafandro,

Boa entrevista no Público a Abebe Selassie, chefe da missão de acompanhamento do programa de ajustamento. Com – já é hábito na imprensa nacional – um título escolhido mais para gerar polémica do que para reflectir o conteúdo em causa. 

11 comentários em “Entrevista e escolha de títulos”

  1. O PÚBLICO está, sem dúvida, a transformar-se num jornal panfletário. Assim como a secção Cartas à Directora, está a transformar-se no “cantinho de alguns leitores”. Coisas do progresso…

  2. A substância da entrevista é semelhante às já registadas há cerca de um ano quando os subsídios foram congelados, nomeadamente no que respeita às medidas tomadas pelo governo; Não foi uma imposição da troika. (ponto)

    Existem diversos trilhos para o rio chegar ao seu delta.
    Os trilhos escolhidos não só foram os mais fáceis, como foram os mais imorais, os mais insensíveis e abrasivos.

    O curso de um rio desviante rectificam-se a montante, nunca a jusante.

    1. Outside: podemos achar o que quisermos das opções da Troika; mas ou recusamos o dinheiro ou cumprimos os objectivos determinados (negociados ainda por Sócrates, convém lembrar). Assim sendo e levando em conta que certo tipo de cortes feitos só no Estado são inconstitucionais, quais as suas alternativas?

      Já agora, leia isto:
      http://quartarepublica.blogspot.pt/2012/09/austeridade-questao-economica-e-questao.html

      E isto, para complementar:
      http://adoutaignorancia.blogs.sapo.pt/314392.html

      1. Jaa: ou não me compreendeu ou não me fiz compreender; a troika não se encontra em causa – somente espera um resultado/produto de um conjunto de medidas que devem, prioritariamente ser tomadas por aqueles que foram eleitos para o efeito; esqueça lá Sócrates (o Pior dos Piores), Sócrates foi a cereja em cima do bolo (a cabeça do Monstro) daqueles que nos tem governado, à esquerda e à direita e após os seus mandatos abjectos, qualquer candidato faria um brilharete (excepto no caso que refere, PPC ajoelharia com muito mais facilidade que Sócrates, – it is in his Nature). Depois de Sócrates, depois do fundo do fundo, só nos restaria subir..e garanto-lhe, se visse diferença, exemplo, divergência dos compromissos, interesses e amizades instaladas, sofreria os sacrifícios que sofro com alguma alegria, em nome do futuro de Portugal e dos meus descendentes;

        Jaa, sei que não precisa de desenhos e no post do RR já rasurei o pensamento supra: Há diversos modos de chegar ao mesmo resultado e é tudo uma questão de prioridades e sentido de dever, justiça e honra, inexistentes em quem nos governa.

        Lamento mas após leitura dos links não nos encontramos em substância.

        Acredite que assim escrevo porque conheço o Portugal dos pequeninos e conheço igualmente o funcionamento do Monstro…que tem tanto lado esquerdo como direito.

        Fique bem.

        1. Outside: ok, eu é que não tinha percebido. Percebo e, globalmente, estou de acordo. Aliás, acho piada a estar para aqui a parecer que defendo intransigentemente este governo quando ele não fez – ou fez mal – muitas coisas que eu acharia importantes. Mas acho-o preferível à anarquia ou à total falta de ideias que vejo na oposição. E há outro ponto: há anos que não tenho dúvidas de que iríamos empobrecer (escrevi-o tantas vezes que cheguei a ter de me ir ver ao espelho para ter a certeza de que não era o Medina Carreira), pelo que, apesar dos erros do governo – sendo o maior dos quais não estar a atacar o funcionamento do «monstro»* -, há coisas que não me surpreendem porque seriam sempre inevitáveis (os finlandeses perderam poder de compra no início da década de 90, os argentinos perderam-no no início da década de 2000, os islandeses perderam-no há três anos e tal, etc.).

          E eu também conheço o «monstro». Por exemplo, o reflectido aqui:
          http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3608650.html

          Ou o reflectido aqui:
          http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/3710235.html

          E, por exemplo, fico furibundo ao pensar que Luís Filipe Menezes, um demagogo esbanjador, pode ganhar a Câmara do Porto e que aquele que foi seu número dois durante anos, Marco António Costa, pode ganhar a de Gaia. Mas, infelizmente, não é possível mudar as coisas de um dia para o outro e é com este tipo de gente que temos de viver – até porque os eleitores gostam de demagogia. Não por acaso, parecem estar a começar a gostar de Seguro, que «ajoelharia» perante a Troika tão depressa quanto Passos Coelho.

          * Leia, por favor:
          http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4289326.html

          1. Lamento não ter reparado/lido antes este texto.

            Bom post Jaa, muito bom…entretanto exponenciada a demonstrada competência do governo e clarividente o planeamento e estudo rigoroso executados, em Setembro a “bolha estoirou”. Porque as pessoas não são somente números inscritos em cadernos eleitorais, são vidas.

            Fique bem

  3. Relativamente ao Público, outrora o meu jornal, o seu declínio foi iniciado sob a direcção de José Manuel Fernandes, onde os valores inerentes à prática jornalística (nomeadamente editorial): isenção, rigor, imparcialidade e ética foram completamente esquecidos. Somente se alterou a parcialidade sob a direcção de Bárbara Reis.

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