Portugal, um país onde até é os grandes negócios do Estado são investigados, mas onde as leis-anti-corrupção têm várias lacunas e o número de sentenças com penas de prisão efectiva a punir a corrupção é quase inexistente será um país corrupto? Não, diz Cândida Almeida. Os relatórios que são feitos regularmente sobre a transparência dos Estados com o patrocínio da UE e que penalizam Portugal por sistema é que são uma falácia.
Preferia ter uma PGR que visse o copo meio vazio, mas claro que há gente que não partilha esta preferência. Será que temos procuradora?


Especulação pura. O próximo PGR não é magistrado.
“Será que temos procuradora?”
Pobre país!
Teresa, parabéns pelo alinhamento, contém boa matéria e em quantidade mais do que suficiente para desbravar essa coisa que chamam de corrupção.
O termo indica que é um estado oposto à funcionalidade da organização, ou seja: Corrupção não é coadunável com boas praticas de organização, entre estas, a mais impertinente é a transparência , talvez por isso vivemos atolados de legislação, facultadora de inúmeras interpretações a pontos de um bom advogado transformar uma injustiça, uma imoralidade numa legalidade. Como exemplo bem claro disso, temos aqui, pela mão da Teresa, a conclusão do estudo: “O sistema nacional de integridade” do qual transcrevo a seguinte obra da artimanha: “No período de nojo para os políticos, criou-se um alçapão na lei que inviabiliza esse período para quem regresse às funções de origem”, também do estudo sociológico “Transparência Internacional” retiro um bom exemplo demonstrativo do processamento da coisa : “…o tipo de corrupção a que Portugal é propenso foi construído socialmente ao longo do tempo, através da troca de favores…
Alguém que diz que não há corrupção, em particular se referindo a Portugal, pode até estar perfeitamente a par das leis em toda a sua multiplicidade mas isso não significa que esse ponto de vista seja justo.
E o pior é que se fala nesta senhora para exercer as funções de Procuradora Geral da República.
Pois, já reparei. A dita até já faz campanha pelo PSD.
Belo andamento que isto leva, um Procurador a falar numa universidade de verão. Estas podem até ser muito livres, mas no fundo não são mais do que um centro de cultura partidária e de recrutamento de jotas . Ainda por cima o espécimen foi lá para dizer que não há corrupção em Portugal, como que numa tentativa de jogar agua quente nas mentes dos pupilos, que já devem estar a ficar confusas com o sobreaquecimento do défice, ou com os boatos que correm acerca do canudo e dos clientelismos, cozinhados no clube do avental. Ou será que foi lá dizer que eles devem aprender a praticar os bons exemplos dos seus mentores? (fica a dúvida) Já agora, alguém sabe se a senhora estava de avental?
Essa mania de que Portugal é um país de gente porreira e de brandos costumes… Experimentem olhar para trás.
A parte ‘boa’, disto tudo, é que, ao menos, não são criadas nenhum tipo de expectativas sobre o(a) futuro(a) PGR.
Admito que até tinha algumas, pelo Pinto Monteiro.
Não sei porquê então a minha desconfiança. Estava mesmo enganado.
Receber dinheiro para aprovação de projectos ou por encomendas militares não são corrupção. É tudo “normal”.
E que tal esconder o detector da via verde? Fazer by-passes no contador de electricidade? Exigir luvas para o “sindicato” quando queremos exportar mercadorias pelo aeroporto Sá Carneiro. As viagens turísticas de TAXI.
E os projectos de apoio ao investimento promovidos pelas câmaras municipais?
E os projectos do QREN que são cumbados quando não são feitos por empresas de consultoria “recomendados”?
Os institutos públicos criados para dar emprego aos coitados da oposição que entretanto ficaram desempregados?
Não há muitas acusações porque Portugal funciona assim.
Demonstra grande sensatez ao não crer nesses relatórios desagradáveis.
Tem todas as condições para ser procuradora.
Enfim, repete-se “pura especulação”. Prova: a própria Dra Cândida Almeida. Se ela lá foi…deu um sinal claro que não quer o lugar! Porque não quer.Ok?
Neste caso, monge, teremos oportunidade de ver em breve quem tem razão.
Portugal não é um país corrupto? Pois não. E eu sou um piano de cauda.
Mais do mesmo? Se continuarmos a ter responsáveis que empurram as verdades desagradáveis para debaixo do tapete, não vamos a parte nenhuma. Caramba, espero que seja escolhido alguém com mais… hum… pulso.
E menos miopia, Ana.