Matemática ou a falta dela


cronicasnofeminino,

“Ministério promete quadro a 8000 professores” hoje na capa do Diário de Notícias. Por outro lado e “de acordo com o ministério, o número de professores efectivos que integram o concurso de mobilidade interna, no ano lectivo de 2012/2013, é de 5733″,  diz-se no Público.

Se bem entendi, existem neste momento mais de cinco mil professores do quadro sem lugar, e já nem falo dos contratados, e o Ministério da Educação, que engendrou legislação, mexeu airosamente na estrutura curricular com pompa e circunstância, aumentou o número de alunos por turma e os horários dos professores e remeteu esses quase cinco mil para a antecâmara do desemprego, quer que oito mil passem a integrar os quadros. Tudo isto numa altura em que Vítor Gaspar se prepara para cortar na Educação. Gostava de saber quem andam a tentar enganar. Já que o Crato é das Ciências Exactas, exactas e precisas na forma como desbaratinando a Educação neste país, podia pelo menos apresentar algo minimamente credível  ou será pedir muito?


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7 comentários em “Matemática ou a falta dela”

  1. Mário Nogueira

    ” O professor Mário Nogueira aparece na TV sempre que se fala de escolas, escolaridade, alunos, professores, pais, continuos, livros escolares, curriculos, programas, exames, cadernos, esferográficas, pois ele é, na realidade, o único interlocutor dos membros do governo que sabe tudo de tudo, apesar de há mais de 20 anos não dar aulas…
    “O que me mexe com os nervos e não consigo desculpar aos sucessivos governos é que ninguem se tenha lembrado de nomear este “estalinista” confesso Ministro da Inducação ou coisa do género só para ter o prazer de o ver concordar consigo mesmo. Seria????
    Blog “Arrozcatum”

    D. Leonor, não queira ser Nogueira!

    1. Mário Nogueira? Qual Mário Nogueira? Alguém falou dele por acaso? Se me tivesse lido com atenção, saberia que não me interessa o que diz Mário Nogueira. Se quiser comentar o que digo além desse síndroma que uma parte da opinião pública parece ter muito bem. É bem mais fácil usar o sindicalista como bandeira do que pensar de forma independente e lúcida. O ensino não se resume ao nome de um sindicalista ou a um sindicato. Se é para discutir Mário Nogueira encerro aqui o meu caso.

    1. Esse não é o meu ponto. o que quero dizer e que fique bem claro é que Nuno Crato mente quando diz que quer que 8.000 professores passem a ser do quadro. Se estão a dispensar professores e se vai haver mais cortes na educação, como é que vão entrar mais para um quadro que está a dispensar os seus funcionários? Só não vê quem não quer.

      1. Tem razão.

        Mas, isto é “soft politics” (está na moda…). Dá-se uma esperança imediata…perante a tragédia do futuro.

        Ora, a verdade está na tragédia.
        É como no Pontal e com 2013…

        Nas alturas de crescimento económico (com dinheiro dos outros…mas deixá-lo!), a populaça gostava deste discurso…mas ainda há resquícios, como bem vê.

        A verdade como compatibilidade com o real é algo que está afastado da política. A Ilusão, nascida da estética, passou para a Ética. Não interessa ser verdade, interessa manter o “se”…mesmo que se saiba, como é o caso da educação (e também da saúde e segurança social) que a diminuição de serviços é forçosa: envelhecimento e não há dinheiro.

        1. Se tivermos em conta que tanto o Álvaro como Passos Coelho já anunciaram o fim da crise, tem razão. ‘Soft politics’ é muito bonito mas eu prefiro a verdade e isto é desonestidade. Não adianta ao governo diabolizar Sócrates e os anteriores titulares da pasta da Educação. Estão a cometer outros erros igualmente graves com um mesmo objectivo: cortar desalmadamente. Uma miséria, esta gente que nos governa há quase quatro décadas.

  2. Dos 5733 de que fala, 1872 continuam sem lugar, os outros foram colocados. Ou dito de outra maneira: o MEC tem 1872 professores no quadro que não têm alunos. Apesar disso contratou mais de 7000.

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