A(s) beleza(s) dos Jogos Olímpicos


escafandro,

Uma mulher enviou-me por correio electrónico uma foto com nadadores olímpicos australianos:

 

Encolhi os ombros (afinal, estão apenas um bocadinho mais em forma do que eu) e respondi com uma dose dupla de voleibolistas norte-americanas:

Aguardo nova cartada mas considero-me a ganhar por 7-4 (com vantagem em caso de empate final, uma vez que os nadadores mantêm alguma roupa vestida). Não quero ser demasiado optimista (é preciso respeitar o adversário, as hipóteses são de 50% para cada lado, o jogo só acaba quando o árbitro apita, etc.) mas estou confiante: tenho vários trunfos na manga, incluindo a outra e, na vertente feminina, quase obscena variante do voleibol: o de praia. Entretanto pus-me a pensar que brincadeiras destas são como fazer parte de uma equipa mas preferir o estilo de jogo da equipa rival. No fundo, está-se a dizer: não, não, vocês é que são melhores. Pus-me a pensar nisso e também que, lá em Londres, alguém devia apresentar os nadadores australianos às voleibolistas norte-americanas. É que, apesar dos corpos tonificados, talvez por não conseguirem tirar o Lochte e o Phelps da cabeça, eles parecem tão tristonhos. Poderiam é necessitar de reforços: são só quatro, coitaditos, e não conseguindo deixar de pensar no Lochte e no Phelps…

 

(As fotos das voleibolistas são da ESPN. A dos nadadores não faço ideia.)

10 comentários em “A(s) beleza(s) dos Jogos Olímpicos”

  1. Caro jaa, desculpe, mas, agora, sai-me o osso que tenho atravessado. Nós já estamos fartas de fotografias de mulheres perfeitas, bonitas (o próprio Pedro Correia tem aqui a rubrica “Belles toujours”), vestidas, nuas ou semi-nuas, sempre bem produzidas, para todos os gostos e feitios, como que a dizerem-nos que também temos de ser perfeitas. E nós lá nos submetemos às dietas, aos cabeleireiros, às manicures, às roupas e aos sapatos caros. Por isso, não acho que vocês homens tenham de ficar logo enfatuados por uma mulher se lembrar de mostrar fotografias com homens bonitos e bem modelados. Há muito pouco disso, devia haver mais. Por isso, e com o devido respeito, não me venha logo com as sirigaitas do voleibol!!!

    “No hard feelings”, é só uma chamada de atenção

    P.S. Para quando a rubrica “Beaux toujours”?

    1. Começando pelo fim, a rubrica “Beaux toujours” é quando alguém daqui quiser elaborá-la. Para mim os homens são todos bonitos, por isso talvez uma das meninas… 🙂

      Quanto à questão das mulheres com corpos perfeitos e à pressão sobre todas elas, ok, é verdade, mas a coisa, não estando a melhorar, está a equilibrar-se: não é fácil concorrer com os abdominais destes rapazes.

      Ainda sobre as mulheres com corpos ‘perfeitos’, Cristina, siga o link no post para o site da ESPN (onde também se encontram fotos de homens) e veja as duas de Oksana Masters (mais ou menos a dois terços do fim na fila inferior de thumbnails), remadora para-olímpica americana de origem ucraniana. A beleza – mesmo a física – assume muitas formas.

      1. Sim, a beleza assume muitas formas e ainda bem. E é verdade que as coisas tendem a equilibrar-se. Além disso, não tenho nada contra a contemplação de mulheres bonitas e aprecio que as pessoas (todas) andem airosas e bem arranjadas. Cuidar do corpo também é um sinal de autoestima. Mas ando bastante farta de meninas “à là Irina”, por exemplo, cujo único predicado é serem namoradas e/ou mulheres de futebolistas e que, semi-nuas, adornam calendários. Precisamos disso? O mundo precisa disso?

        Quanto aos “Beaux Toujours”, talvez inicie algo do género no meu blogue 😉

    1. Eh, obrigado. Durante o primeiro minuto fiquei na dúvida se ela corria mesmo mas depois, caramba. E, pensando bem, os australianos deviam ser imbatíveis em corridas com saltos: afinal são a terra dos cangurus…

    1. Obrigado pela ajuda. Vai ser uma goleada. 🙂

      (Acho que a Cristina – ver primeiro comentário – está neste momento a enviar um mail de protesto ao Público por não haver homens na selecção de imagens.)

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