Confirma-se. A música pop está mais chata e barulhenta do que nunca. A coisa é de tal ordem que, em desespero, e estou ciente do risco que corro ao admiti-lo em público, já dei comigo a sintonizar a Rádio Renascença. Nesses momentos, com sorte, até é possível que esteja a passar a Gloria Gaynor. Por incrível que pareça, o I will survive ganha uma dimensão transcendental quando um tipo acaba de sair das profundezas da playlist da RFM ou da Comercial.
Quando a ciência confirma as nossas piores intuições
Rui Rocha,

Bendita Antena 2.
I rest my case..
Subscrevo, Cec.
Max cmó peçoal curté o barulho das luzes dos karrinhos dxoke… A coisa irá dando. Até as defesas da espécie, como noutros casos, serem finalmente activadas. Espero.
A esperança é a última coisa e tal…
Nos anos 50 e 60, o rock também era criticado pelos mais velhos por ser barulhento.
Sim, mas não me lembro que alguém dissesse que fosse chato.
É por essas e por outras que raramente ouço rádio. O meu leitor de mp3 tem uma variedade suficientemente grande para me safar em qualquer momento.
Ora bem.
O facto de eu ouvir preferencialmente a M80 faz de mim um cota, não é?
Claro, tal como os cotas dos anos 80 ouviam programas de música dos anos 50/60. Os cotas dos anos 60 detestavam o barulhento rock que então surgia, preferindo a música dos anos 40. Daqui a 30 anos, os jovens de hoje, que serão cotas, ouvirão rádios que passem música d´agora.
Mas não faz de si uma pessoa com mau gosto, CA.
Estão a fazer o mesma figura que faziam os vossos pais ou avós quando vocês eram jovens. Em qualquer geração, os mais velhos criticam a música que os jovens ouvem.
Conheço músicas de outras décadas e admiro bastantes. Quando passa música “de agora” tento, ouço várias vezes, para não me sentir um cota,e , muito raras vezes até gosto; as outras todas, concluo que deveria haver critérios minimamente sensatos, para uma música ser assim considerada. Ultimamente, deixei de me esforçar de tentar gostar para estar na moda: desligo, detesto. Obrigado. Respeito a opinião de outros comentadores, apesar de se considerarem adivinhos e de que tudo se repete (!U!), mas não concordo com a ideia de que mais tarde vou gostar só porque sou jovem.
Basta ver qualquer documentário sobre o aparecimento do rock, para ver que não era um estilo do agrado dos adultos, que não conseguiam perceber o entusiasmo dos jovens. Para as pessoas mais velhas, o rock era barulho e mais nada. Também respeito a sua opinião, mas no que respeita à relação entre gerações, tudo se repete. As expressões do tipo ” os jovens d´agora….” ou ” no meu tempo é que era…” são intemporais.
O ponto é que os “jovens” de hoje talvez gostem mais das velhas rockadas do que daquilo que se faz hoje…