Serviço público


Pedro Correia,

 

Má Despesa Pública: agora o livro, depois do blogue. Com lançamento hoje, em Lisboa.

 

Alguns exemplos de má despesa pública anotados pelos autores, Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques:

– os cinco mil euros que a Fundação Inatel pagou por uma entrevista ao próprio presidente;

– os mais de seis mil euros em catering para as reuniões de dirigentes municipais, pagos pela Câmara de Almada;

– uma festa dada pelo Governo Regional dos Açores no final da Bolsa de Turismo de Lisboa, “com bar aberto para 700 convidados”;

– arranjos em jardins inexistentes, como é o caso do antigo Governo Civil de Lisboa;

– parques de estacionamento construídos há anos ainda por abrir no Cartaxo.

 

Outros factos aqui destacados:

– não há nenhuma obra pública sem derrapagem, seja de preço ou de tempo;

– na Expo 98 e no Euro 2004 existiram “derrapagens gritantes”;

– a Presidência da República, “estranhamente”, não disponibiliza o seu orçamento;

– no orçamento da Madeira constam 300 milhões de euros para despesas diversas não especificadas;

– os gestores públicos visados nos relatórios do Tribunal de Contas não pagam as coimas que lhes são aplicadas;

– há uma lei de acesso aos documentos administrativos e há uma entidade, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA), para zelar pelo cumprimento dessa lei, mas a própria CADA não publica o seu orçamento desde 2010.

6 comentários em “Serviço público”

    1. Também era interessante. Nomeadamente, fazer uma avaliação honesta da tradição municipalista portuguesa e perguntar se essa receita, que tem sido aplicada ao longo de mais de 100 deu frutos – que frutos deu e que frutos não deu.

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