Olé, España!


Rui Rocha,

A Espanha venceu o Euro 2012 com inteira justiça. Merece o título pelo que jogou nos trinta minutos do prolongamento contra Portugal e pela primeira parte que fez contra a Itália. Hoje, contra os transalpinos, soube gerir o espaço e o passe. E os tempos do jogo. E conseguiu dar-lhe, quando foi preciso, uma terceira dimensão de profundidade. É justo dizer que o sucesso da Espanha em três competições internacionais sucessivas não acontece por acaso. Está, naturalmente, sujeito às contingências da sorte e do azar. Mas, existe um trabalho de formação consistente e contínuo que faz com que a Espanha seja uma fortíssima candidata à vitória em qualquer situação, mesmo ao nível das camadas mais jovens. Para os portugueses, fica a consolação de terem feito um campeonato honesto e de a selecção ter parecido a única realmente capaz de parar a Espanha. O árbitro da final, Pedro Proença, tal como a selecção, falhou nas grandes penalidades. Hoje ficou por marcar uma contra a Itália, o que em nada lhe retira o mérito de ter sido escolhido para apitar as duas grandes finais futebolísticas do ano. Na competição dos comentadores, a vitória foi, por goleada, para Carlos Daniel. Resta agora esperar por 2014. Como diriam os vencedores de hoje, todos queremos más, más y más y mucho más.

4 comentários em “Olé, España!”

  1. De acordo, Rui. Com a análise das duas selecções finalistas. Com o reparo ao trabalho do Pedro Proença, que trabalha lá fora de forma muito diferente do que faz cá dentro (embora aquele penálti perdoado hoje à Itália tivesse sido uma falha flagrante, havendo também dúvidas sobre um penálti cometido pelos espanhóis). E com o merecido reconhecimento ao trabalho do Carlos Daniel, que pela minha parte torno extensiva à generalidade da equipa da RTP, que esteve em grande nível neste Europeu.

    1. A questão que fica é a de saber que factores existem no microclima português que influenciam negativamente o desempenho de árbitros como Pedro Proença.

  2. Pelo menos reconheceu que a Espanha mereceu ganhar à Itália, apesar dos seus sentimentos de raiva e ódio com que escreveu o seu anterior texto. Mais, no jogo com a Espanha não foi esta que ganhou mas sim Portugal que perdeu ao não marcar quando teve oportunidades e depois falhar as penalidades. Por outro lado, se não sabe eu conto que em Espanha foi dito publicamente, por vários meios de comunicação, que a selecção que mais respeito lhes mereceu foi a de Portugal e que tiveram muito receio durante todo o encontro. Além disso, Portugal foi a única selecção que não sofreu golos no confronto com a Espanha. Por fim, reitero que Portugal sai com a imagem reforçada, uma vez que foi eliminado pelo campeão. Ou não tem essa opinião?

    1. “a Espanha não foi esta que ganhou mas sim Portugal que perdeu”. Não há nada com um eufemismo logo pela manhã, apesar de este ter sido feito à noite.

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