Desafio….


fiodeprumo,

“Há que regular a máquina do Estado com tal precisão que os ministros estejam impossibilitados, pela própria natureza das leis, de fazer favores aos seus conhecidos e amigos”.

 

Quem disse isto? E quando?

14 comentários em “Desafio….”

  1. Foi o mesmo que disse isto: “Para a formação da consciência pública, para a criação de determinado ambiente, dada a ausência de espírito crítico ou a dificuldade de averiguação individual, a aparência vale a realidade, ou seja: a aparência é uma realidade política.” Pois, e a aparência cria-se com palavras bonitas como as da citação que reproduziu.

  2. Já tive a oportunidade de ver a citação no Facebook e acrescento: podem acusar o personagem de muita coisa, mas não o podem acusar de se ter servido da sua posição para favorecimento pessoal, o que, juntamente com muitas das suas atitudes públicas, em oposição com os actuais políticos, fazem muitos jovens admirar tal político. O mundo dá muitas voltas, e ainda não passaram 50 anos da sua morte. Não me admiro muito que, daqui a 100 anos venha a substituir o marquês de Pombal no meio da rotunda.

  3. Agora com o Google esses desafios ficam menos desafiantes. Tenho recebido recentemente citações dessa frase do Salazar. Poder-se-ia dizer que traduz uma grande confiança na existência das leis. No nosso país falta ainda muito a capacidade de provar que as leis foram infringidas, mostrando a experiência que essa capacidade é muito fraca em crimes de índole económica.

  4. Caminhava-se para o primeiro acto eleitoral depois de 1925 (preparava-se a constituição de 1933), e antes de eleições, ontem como hoje, já se sabe como é! Mesmo sabendo que não iria ter concorrência, havia que abrilhantar a vitória com uns ditos sonantes e umas promessas de amanhãs gloriosos.
    As coisas seguiram-se como todos sabemos, até que, a 25 de Abril de 1974, a revolução dos capitães veio permitir que o desiderato se pudesse realizar finalmente.
    Desde então, os Ministros & Cia. já não fazem favores aos seus conhecidos ou amigos. Ou há moralidade, ou comem todos, passou a ser o novo paradigma! Exigem-lhes envelopes por baixo da mesa para além de trab… emprego garantido e principescamente pago, nas suas empresas, assim que abandonarem o governo.

  5. Em matéria de honestidade, nunca precisou da complascencia do procurador geral da República, da incineradora do Supremo Tribunal de Justiça… nem consta que gostasse 3.600 contos por mês lá no exilio sagrado de Sant- Comb- Donne!

  6. Era um tempo em que a Honestidade fazia parte dos limites conscientes dos homens. Ouvimo-lo dizer; vimo-la praticada; foi-nos incutida en casa.
    Qual é o problema de reconhecer isso e de o reconhecer especificamente no homem de Santa Comba que nos governou para além do prazo de validade?

    1. Claríssimo.
      O Hitler também fez crescer a Alemanha.
      Qual é o problema de reconhecer isso especificamente, no homem que mandou tanta gente para as câmaras de gás?
      Resalvando as devidas proporções, desculpe lá Laura, mas não há reconhecimento para quem torturou, matou e mandou para as ” balas ” de África, tantos dos nossos conterrâneos.
      Não me interessa minimamente o que ele disse, interessa-me sim o que ele praticou. Recentes políticos disseram já, frases mais bonitas que essa!

      1. cr, eu falo do que ele foi mesmo, e não do que ele disse. Depois, a comparação entre as 2 personagens é sua, não é minha.
        Por fim, eu falei de um atributo pessoal positivo.
        Não falei em efeitos de governação como, p.ex, o termos evitado a entrada na 2ª guerra (comparável ao efeito ‘fazer crescer a Alemanha’).

  7. É preciso ter muita lata para em 2012 defender salazar, que é isso que está a fazer. A história encarrega-se de nos ensinar que, mesmo havendo quem defenda um ditador, porque é isso que salazar foi, existem llivros, e ainda pessoas, que nos transmitem o que foi viver no estado novo. É muito fácil olhar para o nosso passado e escrever que salazar foi integro e que não lucrou pessoalmente com o regime que instituiu. Preferia mil vezes que tivesse lucrado em troca das mortes pelas quais foi políticamente responsável. Haja pudor. Sim, houve pessoas que morreram por tão só e apenas discordarem da linha de pensamemto de salazar.

    1. Eu fiz uma citação e perguntei, em estilo de desafio, quem sabia de quem era e de quando.
      Não defendi ninguém, nem tive muita lata, como diz no seu comentário. Nem ofendi ninguém. Portanto não se irrite nem clame por pudor, porque aqui, ele não faltou a ninguém.
      Cada um é livre de pensar o que quiser. Este espaço é de debate. Não são necessários adjectivos qualificativos para o fazer.

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