Lições de rico…


fiodeprumo,

 

Lições de rico dá-as quem pode, de facto. Ou seja quem tem pilim, muito pilim, e não sabe o que será viver de salários mínimos. Mas há sempre quem esteja disposto a ouvi-los.

Na revista francesa Le Point da última semana, uma pequena notícia dá conhecimento que Carlos Slim, mexicano de 72 anos e tido pelo homem mais rico do mundo, terá explicado, no forum da ONU, a sua visão do futuro.

Para ele, os países em crise deverão aumentar os impostos, reduzir as despesas públicas, vender todos os activos – aeroportos, auto estradas, energia – e organizar o sector produtivo com três dias de trabalho por semana e quatro para a família, a educação e o descanso.

Preconiza, igualmente, a utilização da alta tecnologia informática e coloca nos setenta anos, a idade para a reforma, à excepção dos trabalhos mais duros.

Perante tal cenário, as troikas são peanuts… 

6 comentários em “Lições de rico…”

  1. Não vejo bem o que tenha o cenário de tão horrível.
    Trabalhar até aos setenta anos pode parecer muito. Mas repare-se que é trabalhar apenas três dias por semana!

    1. Ó meu caro Luís você é que classifica o cenário de horrível. No post apenas fiz comparação com as Troikas…
      Eu trabalho a semana inteira e aquele limite de idade, até agora, não me incomodou, porque ganho pelo que produzo. Se me obrigassem a produzir menos, não gostava nada.
      No dia em que o Luís trabalhasse 3 dias e lhe pagassem menos de metade do salário, seria da mesma opinião?

  2. Três dias de trabalho por semana com 4 para a família, a educação e o descanso parece-me muito boa ideia. As pessoas que discordam da Bíblia e preferem trabalhar 7 dias por semana poderiam dedicar a maior parte do tempo livre extra à educação, lendo todos aquele artigos da sua actividade profissional que não têm tido tempo para ler. E reduzir os salários também me parece viável, se se reduzisse a actividade publicitária, as pessoas não sentiriam necessidade de comprar tantas coisas e com mais tempo livre poderiam adoptar soluções mais económicas a que actualmente não têm acesso por falta de tempo. Já quanto aos impostos, às despesas públicas e à venda de activos tenho mais dúvidas.

  3. Já há muito que poderíamos trabalhar 4 dias por semana mas para isso seria preciso acabar com todos os empregos que só existem para serem empregos…
    Aliás é a única hipótese de recuperação do valor real dos preços – ou seja da informação- para o Ocidente é adopção generalizada de funcionários públicos pelo privado em que as pessoas do privado deixam de trabalhar um dia mas ganham os impostos que do ordenado do trabalhador do estado que ficou parcialmente com o seu lugar.

    A isto também lá chegarão os asiáticos e os africanos quando tiverem tudo construído, será mais rápido do que se pensa tirando uma guerra.

    Os próximos a ficarem na pendurados pelo crescimento da eficiência serão os professores a que deve juntar a bolha da “educação” que já está a começar a rebentar.
    Quando as mais famosas Escolas e Universidades tiverem cursos online acessíveis a todo o mundo tudo mudará. Também não faltará muito.

  4. Não concordo com as ideias desse Señor.
    Admito que se trabalhe unicamente 3 dias por semana, com direito a (pelo menos) meia folga.
    Os trabalhadores (ou sejam, os colaboradores) prescindiriam dos salários mas não de pagar impostos o que seguramente reduziria a despesa pública!
    Não me perguntem como poderiam pagar impostos se não receberiam salários.
    Eu dei a ideia; será que também terei que dar a solução?
    Pensem…

  5. Bom, se querem isso há solução, basta conseguirem uma vaga na administração publica e o assunto fica resolvido, Trabalho vai, vai… mas ao ritmo de cada um, é simples. Esquemas não lhes faltam (aprendem-nos todos mal entram). Código de trabalho? Há quem julgue que é extensível e igual para todo o cidadão português , será ? É diferenciado e claro, em beneficio desta e de outras classes acima , não!! fascismo!? não existe, apenas “estatuto” e depois ainda há a parte melhor; todos mandam, no minimo em si. Isto é que é cultura a Portuguesa.
    Á!!! não sinto inveja de quem não trabalha nem um dia, vivem bem por fora, mas lá por dentro? Escuridão, para não dizer TREVAS.

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