O Euro 2012 tem sido fértil em imagens icónicas que se projectam muito para além das convenções “técnico-tácticas” da modalidade e fazem deste jogo o maior espectáculo do mundo. Pepe beijando o símbolo nacional impresso na camisola logo após marcar o primeiro golo contra a Dinamarca. Cristiano Ronaldo de polegar na boca, dedicando o golo ao filho que naquele dia festejava dois anos, quando fez o remate vitorioso que anulou a vantagem inicial da selecção holandesa. O colega que num impulso solidário tapa a boca do destemperado Balotelli que aparentemente, após marcar contra a Irlanda, começara a soltar impropérios contra o treinador por o ter deixado inicialmente no banco. Ibrahimovic ao marcar ontem um fabuloso golo com um “pontapé de moinho”, inaugurando a merecida vitória sueca por 2-0 contra a França.
Futebol também é isto.
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Os tipos da SIC estavam a torcer vergonhosamente pela França. Uma vergonha de repórteres, aquilo. Mais trágico ainda porque não se apercebem de que fazem o mesmo quando é o Benfica.
Há sempre a solução do Artur Jorge: desligar o som e ouvir música clássica enquanto se vê o jogo.
Credo… (ahh – então é por isso que aqueles marmanjos da Selecção andam todos de auscultadores – para a decifrar os quartetos de Shostakovich…)
Ou então escutam «4’33”», de John Cage.
Ahahah.
Somos comandados pelos sentimentos, pelas emoções e pelas paixões!
E a paixão do futebol não tem fronteiras e extravasa alegria para uns…..
Paixão. A palavra certa é essa.