O relatório sobre Francisco Pinto Balsemão não foi a única encomenda de Jorge Silva Carvalho enquanto já estava ao serviço da Ongoing. Em Setembro de 2011, o ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), mandou fazer um relatório sobre a Finertec, a empresa de capitais luso-angolanos que opera no sector da energia e ao qual estão ligados dois dos homens com quem se se relacionava: Miguel Relvas, que foi administrador da Finertec até ser eleito dirigente do PSD, e José Braz da Silva, que hoje dirige a empresa.
Parece que há aqui um padrão, não é verdade? Isto, claro, presumindo inocências a eito desta gente toda, porque não estamos no tempo do Sócas e agora há estado de direito, liberdade e muitos caldos de galinha.

É a tal liberdade de exprimir vacuidades, de falar com o gato em casa, ou para uma plateia de surdos.
A linguagem gestual também é autorizada em blogs e outros espaços mudos.
Para além desses limites saímos do estado de direito, e entramos no estado de sinistro.
Porque estão todos acima de qualquer suspeita. Porque ainda rende “bater” no Sócas.
Eu pergunto-me, sinceramente, quando é que esta gente tinha tempo para exercer o verdadeiro trabalho de que estavm incumbisos, lá nas secretas. Mas afinal, não será caso para que nos perguntemos, legitimamente, sobre o que é que constitiu a actividade das secretas? Afinal para que é que elas servem?
Esta gente ( que Lombroso diria que espelham na cara aquilo que são -criminosos baratos ) passava a vida na cusquice, qual Caras ou Vip e Marias…
Pelos vistos serviam para fazer negócios. E sim, não é preciso ler o Le Carré para concluir que já devia ter sido tudo corrido.