“Se há palavras que os jornalistas devem ter cuidado em usar, “pressões” é uma delas. Faz parte do jornalismo sofrer pressões. Sofrer e resistir. Denunciar só se for caso disso. Porque o que mais irrita quem pressiona é ser educadamente ignorado e ver a notícia seguir o seu caminho. Admito que se consiga fazer jornalismo sem sofrer pressões, mas não sei o que isso é. Sofremos pressões com frequência e não vale a pena armarmo-nos em heróis. A maior parte não tem valor para ser pregada ao peito. São pequenos arrufos ao pé do que se passa em tantos locais do globo, onde a liberdade da Imprensa é disputada no dia a dia” – Ricardo Costa, na edição de ontem do Expresso, demarca-se do coro de indignados, começando por afirmar o óbvio, sobre o caso das “pressões do Miguel Relvas” que diga-se, a cada dia que passa fica mais interessante.
Ontem chamei-lhe novela, mas depois de ler isto, acho que se começa a parecer mais com uma ópera bufa.

O argumento não-reclamar-porque-existe-muito-pior-no utros-pontos-do-globo é muito fraco.
Esse, como há-de reconhecer, não é o ponto fundamental da opinião do Ricardo Costa que aqui citei.
“Ópera bufa”…
Mas, depois duma boa feijoada! Com aplausos bem “sonoros”…e mal cheirosos!
A acrtiz “pudicapublicana” merece!
O país bateu no fundo. Estamos sob intervenção da troika que, vergonhosamente, vem cá de três em três meses conferir se os ‘meninos’ estão a fazer como deve ser os trabalhos de casa. Se mandriarmos lá vem a ‘menina dos cinco olhos’, leia-se, não teremos o chequezinho da ordem para pagar salários e pensões.
O safado do Sócrates, que atirou o país para a bancarrota, passeia-se e vive à grande e à francesa em Paris. Disso, nem uma palavra desta comunagem que enxameia as tv’s , as redacções dos jornais e as rádios.
Sem um pingo de vergonha, não largam o pobre do Relvas , como se o povo, que anda à rasquinha da vida, ligasse peva à não-notícia se o ministro ameaçou ou não ameaçou a jornalistazinha ‘súcia’ do Púbico de que será, ou é, uma presumível galdéria ou lá o que seja de que se bacoreja por aí, e de que eu, sinceramente, me estou nas tintas.
Por falar em pressões, li o comunicado que cita via jornal “i”, ontem á noite cerca das 1:15 na TVI24 online. Cerca de meia hora depois, foi retirado da pagina. É curioso, não é?
Uma coisa é o caso do Público vs Relvas, outra é o caso das secretas e aqui há Coelho atrás da moita…
Quem aposta (imprensa) no primeiro quer ver se isto ainda se aguenta…
Nada mais lamentável que semelhante folhetim…
É preciso não haver nada de importante para tratar, ou deveria ser o caso.
Enquanto se fala do Relvas e do Público esquece-se Relvas e o folhetim das secretas. Um alívio.
Os dois casos estão com imensa visibilidade, Leonor. Diria que se aposta mais no efeito cumulativo, para dele se retirar dividendos políticos. Repara que algumas das críticas mais contundentes, e dizer contundentes é pouco, partem da oposição interna (do PSD) ao Miguel Relvas.
Denunciar só se for caso disso.
Por quê?
Eu acho que deve ser sempre denunciado.
É bom que as pessoas percebam que não devem pressionar. E, para que isso aconteça, devem saber que, caso pressionem, poderão vir a ser denunciadas.
Luís Lavoura: Ricardo Costa responde a essa pergunta: “Faz parte do jornalismo sofrer pressões. Sofrer e resistir”.
Faz parte, digo eu, das relações entre poder e contrapoder (que é o que o jornalismo deve ser quando pode, ou seja, quando há liberdade de expressão). Por ser contornável, como também R.C. explica, não há necessidade de fazer disso um caso. A menos que ele evolua e das pressões se passe aos actos.
Acontece, Teresa, que eu discordo de Ricardo Costa.
Num país decente, não faz parte do jornalismo sofrer pressões. Eu não acredito que num país normal, como nos EUA ou na Alemanha, os jornalistas sofram rotineiramente pressões (acredito que as sofram em casos excecionais).
Aquilo que Ricardo Costa diz refere-se a Portugal, um país onde toda a gene se conhece e o complexo políticos-jornalistas é uma casta aristocrática complexamente ligada por relações familiares, de amizade e de interdependência. Num país normal, não seria assim.
Não é normal o jornalismo sofrer pressões. Ricardo Costa não tem razão.
A propósito de pressões e mais pressões, e da coragem dos jornalistas, apraz-me dizer que ás vezes vejo um jornalista as turras com um governo e depois deste cair anda a bater nas costas do seguinte.È o caso de um que publicou ha dias umas tretas e até foi lá um ministro.Por isso alguns não se façam desgraçadinhos que até faz dó tanta hipócrisia.Não quer dizer que não hajam os antes quebrar que torcer seja lá quem esteja no Poder.Serão muitos?Alguns jornalistas não farão o que os chefes mandam, senão…