Podemos olhar para este livro e ver que embora com expressões diferentes, muitos dos medos de então são medos de hoje. Por acaso ontem acabei de ler outro livro que fica ao nível de outro de Orwell, “O Deus das moscas” de William Golding.
É também uma forma de destacar uma editora que aprecio muito, a Antígona. Dotada de uma personalidade muito própria, o que vem sendo cada vez mais raro entre as editoras portuguesas.
Este é, sem dúvida, o livro da minha vida. Nunca o li em português porque acho que a forma como a lingua inglesa é utilizada na narrativa inviabiliza qualquer tipo de tradução. Mas isto é a minha opinião, claro.
Será sempre actual. É da natureza humana querer controlar a vida dos outros humanos, se possível até ao mais ínfimo pormenor. Chegando ao ponto de desenvolver linguagem para tornar controlo fait accompli e aceite.
O meu livro. Nada ficou igual. Só tinha 14 anos quando o li, em 1984, precisamente. Nunca mais o voltei a ler, nem quero. Por cobardia não quero ser confrontada outra vez com aquilo tudo. Mas não é preciso, nunca mais esqueci.
Podemos olhar para este livro e ver que embora com expressões diferentes, muitos dos medos de então são medos de hoje.
Por acaso ontem acabei de ler outro livro que fica ao nível de outro de Orwell, “O Deus das moscas” de William Golding.
São dois grandes livros, Carlos, com um único e eterno tema: o que a humanidade é capaz de fazer a si própria.
Tens razão, Ana: dois grandes livros, na verdade.
Há uma espécie de rima interna entre eles.
Difícil!!
É também uma forma de destacar uma editora que aprecio muito, a Antígona. Dotada de uma personalidade muito própria, o que vem sendo cada vez mais raro entre as editoras portuguesas.
Por falar no George…
Mais um falhanço da justiça portuguesa:-
” DIAP/PJ … arquiva o caso do “Cadáver Esquisito”
Será por falta de meios técnico-tácticos?
Chamem o CSIS de Santarém…O Moita resolve!!!
Isso jamais passaria despercebido ao olhar do Grande Irmão.
Este é, sem dúvida, o livro da minha vida.
Nunca o li em português porque acho que a forma como a lingua inglesa é utilizada na narrativa inviabiliza qualquer tipo de tradução. Mas isto é a minha opinião, claro.
É o livro da vida de muitos de nós, tenho a certeza.
É um livro genial. Genialmente deprimente.
Ora aí está uma definição lapidar para esta obra, Ana. Que é muito mais do que um ensaio, que é muito mais do que um romance.
em complemento, re-leitura (isto tem hífen?) ou simbiose, recomendo “1985” de Anthony Burgess, que creio estar traduzido em português.
Excelente recomendação, Graça.
Será sempre actual. É da natureza humana querer controlar a vida dos outros humanos, se possível até ao mais ínfimo pormenor. Chegando ao ponto de desenvolver linguagem para tornar controlo fait accompli e aceite.
Cada vez mais actual. Infelizmente.
O meu livro. Nada ficou igual. Só tinha 14 anos quando o li, em 1984, precisamente. Nunca mais o voltei a ler, nem quero. Por cobardia não quero ser confrontada outra vez com aquilo tudo. Mas não é preciso, nunca mais esqueci.
Também só o li uma vez, Zélia. Não foi preciso mais: marcou-me para sempre. Winston Smith é um dos anti-heróis da minha vida.