Traição
“Oh, as if you had no choice? There’s a moment, there’s always a moment, «I can do this, I can give into this, or I can resist it», and I don’t know when your moment was, but I bet there was one”.
A traição não nos acontece. Nós é que a chamamos, primeiro ao de leve, como quem finge que não quer, depois quase aos berros, como quem finge que resiste. Ainda que dependa da oportunidade, a traição é sempre um exercício de vontade. É por isso que, nesse momento em que nos sabemos presos, apenas nos resta abraçar a liberdade do arrependimento. Só ele respeita a traição enquanto aquilo que ela é: uma opção.

Irra! Não há um texto teu de que eu não goste? Beijos:)
Adolfo
Estou como a Patrícia. Gosto de tudo o que escreves.
Quanto à traição, ensinou-me a vida que a única que verdadeiramente interessa é a que podemos – ou não, é uma opção – praticar contra nós próprios.
Ou seja contra aquilo que defendemos, acreditamos ou somos. As outras, bom as outras, são sempre temporais. O que significa que passados alguns anos, podem até já não o ser…
Vista pelo avesso a traição não existe, o que existe é algures o renascimento constante da mudança de vontade de um sem atingir o outro, gerando um desencontro incompreendido pela outra parte, mas só pelo avesso, basicamente porque não tem direito…Só direito penal, ás vezes…
Bem Interessante o seu texto.
Isabel Seixas
É muito interessante essa chamada do direito penal ao assunto, Isabel. Muito obrigado pelo comentário.
A propósito deste post, mas o que agora digo aplica-se no geral aos comentários a posts meus, recebi um comentário que tinha apenas que ver com a minha actividade política.
Por opção, que em tempos anunciei aqui, não utilizo este blogue, em circunstância alguma, para amplificar, dar sequência ou comentar assuntos que se prendem com a minha actividade política.
Estou no entanto inteiramente disponível, como é aliás minha obrigação, para responder a todos comentários que me sejam dirigidos pelo correio electrónico parlamentar, bastando para o efeito entrar na página do parlamento, ou que me sejam dirigidos na minha página institucional no facebook. Não fujo, em caso algum, ao debate, apenas não utilizo este blogue para o efeito.
Teria todo o gosto em responder, por mail, ao comentário em causa, não fosse este anónimo.
Obrigado.