LAMAS
Pela boca do deputado Basílio Horta, o PS «considerou hoje “um mau negócio” a Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Camargo Corrêa à Cimpor, afirmando que “lesa” o interesse público e o Tesouro.» Até pode ser, mas José Sócrates e os seus pares de má memória também foram um péssimo negócio para o País e fartaram-se de desprezar o interesse público e o Tesouro sem que o ex-centrista ou qualquer outro deputado socialista abrisse a boca para denunciar o descalabro.
A OPA à Cimpor e o desgoverno de Sócrates representam bem o modo como o PS costuma reflectir: dois pesos e duas medidas. Com a agravante de termos agora de vender os parcos haveres nacionais para tentarmos sobreviver e sair do charco socialista e lamacento em que mergulhámos.
Se Basílio Horta ainda vivesse à sombra do CDS-PP, por certo conseguiria reflectir melhor sobre a crise que nos entalou e os maus negócios lesivos do interesse público seriam então outros lamaçais.

Infelizmente a questão dos dois pesos e duas medidas sempre irá existir.
Ora veja só, como o PSD/CDS está fazendo tudo aquilo que condenou nos Socialistas.
Por muito difícil seja de aceitar, na verdade os dois pesos e duas medidas são comuns aos dois maiores partidos portugueses, já para não falar nos pequenitos porque desses não reza a história!
Pois, pois, mas estou a falar de quem nos entalou e não dos que tentam desentalar-nos, por muito que se discorde do modo (a diferença faz parte da democracia) como estão a proceder. De resto, não sei se é possível subscrever que a actual maioria «está fazendo tudo aquilo que condenou nos socialistas», por muito que se queira (legitimamente) criticá-la.
João João, quem nos entalou foram todos os que receberam milhões e milhões da UE e não desenvolveram como devia ser este País á beira mar plantado…lembra-se dos grandes títulos nos jornais :

” CEE envia para Portugal …. de escudos ” ” UE entrega a Portugal ….. de euros “
E que é que os sucessivos governos fizeram? desgovernaram-nos…
Lembra-se de ouvir algum partido politico na altura dizer: Atenção que este dinheiro é para gastar em melhoramentos, modernização na produção, vejam lá, um dia vamos pagar estes desvaires bem caro. Aí está estamos a pagar agora.
Eu tinha uma tia no Alentejo que me dizia ” Oh filha eu não posso semear, mandaram-nos preencher os papelinhos para os subsídios “
Não faltam culpados, claro. E ainda podemos ter as nossas preferências, claro.
Mas o País conheceu algum desenvolvimento, ainda assim. Excepto nos governos mais recentes, certo? Foi só desbaratar. Em proveito próprio, ou em magalomanias, ou em ambos, mas foi um fartote desmedido de sem-vergonhice.
No essencial, estamos de acordo.
Diz-se que:
O Primo Basilio… aquando presidente do ICEP, gastou muito mais dinheiro em almoços, viagens e lautas mordomias do que o valor do investimento estrangeiro angariado!
Primo… tire-nos essa dúvida!
Não sei confirmar. Só sei que foi uma sem-vergonhice. Que parece continuar, pelo menos na lata.
Na mouche!
Cada vez venero mais a inteligência e a perspicácia do ex-centrista. Já para não falar no seu excelente sentido de oportunidade.
De fugir.
Das duas uma: os socialistas lusos padecem de memória selectiva ou esquizofrenia. Só pode.
Ou, em alternativa, sofrem de ambas.
” Excelente sentido de oportunidade” e … oportunismo … na “mouchila”.
Alguem é capaz de dizer de cor um envestimento estrangeiro da lavra deste sr. ex-patrão do ICEP?
Hum… Vou estudar, para depois dizer de cor.
Que nunca a voz te doa.
Obrigado, Laura.