O Sr. Neto refere-se àquela obra em que Verney afirma que Camões não tem “juízo ou discernimento na aplicação dos ornamentos poéticos”. Nela compilou e reproduz Verney algumas ideias então em voga, sendo uma delas uma boutade de Voltaire, uma concepção da ortografia como trascrição fonética e que acabou por dar a ortografia brasileira de há 80 anos ( notar que o francês de Voltaire é igual ao actual, já que não teve, tal como o inglês, qualquer “reforma ortográfica” ). Estas bugigangas construtivistas que encantam a maçonaria e desviam as energias do essencial – que deveria ser a alfabetização – são em grande parte responsáveis pela alta taxa de iliteracia de Portugal e, também, do Brasil – que, com uma ortografia tão “moderna” tem uma taxa de alfabetização inferior à do Zimbábue, onde as crianças aprendem – com proveito – aquela língua que não conhece mudanças desde há mais de 300 anos – e que o brasileiro Bechara declarou precisar de grandes ajustes… E temos de aturar estas inanidades!
Voltaire, confesso, nunca li no original. Mas li com a ortografia original «Les Six Livres De LA RÉPUBLIQUE», de Jean Bodin, 1576, e essa ortografia não é a atual. Quanto ao elogio da não reforma, que não discuto, devo entendê-lo como uma crítica a António José de Almeida e à sua portaria de 1 de setembro de 1911 (publicada no Diário do Governo de 4 de setembro)? Ou uma crítica Francisco Adolfo Costa, José Leite de Vasconcelos, Cãndido de Figueiredo, Manuel Borges Grainha e a Aniceto Gonçalves Viana? Só me interrogo porque se for uma crítica ao governo provisório da República, estarei de acordo consigo Com os meus cumprimentos
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Excelente!
São afirmações de civilização.
Uma boa – e importante – notícia.
Eu também não fui. Mas desta vez podia.
Cumpts.
Inequívocas demonstrações de bom senso e bom gosto.
Posso recomendar-lhe a leitura da primeira das cartas do «Verdadeiro método de estudar», de Luis António Verney (1746)?
Será que depois de o fazer mantém essa atitude acordofóbica?
Cumprimentos
J Neto
O Sr. Neto refere-se àquela obra em que Verney afirma que Camões não tem “juízo ou discernimento na aplicação dos ornamentos poéticos”.
Nela compilou e reproduz Verney algumas ideias então em voga, sendo uma delas uma boutade de Voltaire, uma concepção da ortografia como trascrição fonética e que acabou por dar a ortografia brasileira de há 80 anos ( notar que o francês de Voltaire é igual ao actual, já que não teve, tal como o inglês, qualquer “reforma ortográfica” ).
Estas bugigangas construtivistas que encantam a maçonaria e desviam as energias do essencial – que deveria ser a alfabetização – são em grande parte responsáveis pela alta taxa de iliteracia de Portugal e, também, do Brasil – que, com uma ortografia tão “moderna” tem uma taxa de alfabetização inferior à do Zimbábue, onde as crianças aprendem – com proveito – aquela língua que não conhece mudanças desde há mais de 300 anos – e que o brasileiro Bechara declarou precisar de grandes ajustes…
E temos de aturar estas inanidades!
Voltaire, confesso, nunca li no original. Mas li com a ortografia original «Les Six Livres De LA RÉPUBLIQUE», de Jean Bodin, 1576, e essa ortografia não é a atual.
Quanto ao elogio da não reforma, que não discuto, devo entendê-lo como uma crítica a António José de Almeida e à sua portaria de 1 de setembro de 1911 (publicada no Diário do Governo de 4 de setembro)? Ou uma crítica Francisco Adolfo Costa, José Leite de Vasconcelos, Cãndido de Figueiredo, Manuel Borges Grainha e a Aniceto Gonçalves Viana?
Só me interrogo porque se for uma crítica ao governo provisório da República, estarei de acordo consigo
Com os meus cumprimentos
José Neto
http://www.ionline.pt/portugal/miguel-ta men-lusofonia-uma-especie-colonialismo-e squerda
Sculptures Art (http://www.imagegossips.com/category/arts-and-design/page/37/) : Modern Cast Bronze Sculpture.. Figurative small,medium,&large,, Amazing Art Exhibitions Created By Local Artists. Come See What’s New!
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