Esta carta foi recebida pela minha mãe no final da semana passada. Está dirigida ao meu pai. A minha mãe e o meu pai sempre cumpriram rigorosa e atempadamente todas as obrigações perante o Estado: declaração e pagamento de impostos, alterações de estado civil, mudança de residência, óbitos de familiares, etc.. Num assomo de eficiência dos serviços, a carta em causa foi enviada para a nova morada da minha mãe (mudou de casa já em Janeiro deste ano). Também me parece razoável a informação de que o apuramento do rendimento mensal do meu pai aponte para estarem cumpridos os pressupostos de isenção. Tenho a certeza quase absoluta de que não declarou nada nos últimos tempos. Afinal de contas, faleceu há sete anos.
Taxa demolidora
Rui Rocha,


Infelizmente, situações deste género não são caso único. No meu andar, o anterior inquilino, um senhor que faleceu há uns 10 anos, palhas não palhas recebe cartas (no caso dele para pagar impostos) das Finanças. Envio religiosamente as mesmas para trás, com a indicação de que faleceu e de que verifiquem no registo de óbitos; é o mesmo que falar para as paredes e um dia ainda aqui tenho alguém para lhe vir penhorar os bens…
É uma loucura, Carlos. A minha mãe tratou de saber junto das Finanças, do Centro de Saúde e de sei eu lá onde mais, como era possível que tivessem actualizado a morada dela mas que não tivessem em conta a informação, repetida vezes sem conta ao longo dos anos, do falecimento do meu pai. Ninguém sabe explicar: é o sistema.
As situações sao infindas nesta materia. Uma empresa foi declarada falida em 2006. continua a receber as coimas da falta de entrega do IVA. Qualquer dia existe uma “reversao” para o Ex-proprietario.
E como resolver isto ? Com burocratas ?
Com gente empedernida ? Com “capciosos” e incompetentes instalados ?
Não são os funcionarios publicos em si que manobram o sistema. São interesses “comezinhos e perenes” que querem manter este estado de coisas. Assim, certos tutores do serviço manter-se-ao “ad eternus”. E o nº de “assuntos a resolver” continuará até que certas camadas sejam (?) definitivamente extintas. Como as PPP’s, as Direcções de Serviços dirigidas por Direcções, e outros organismos “centuplicados” para gaudio dos seus nomeados.
Uma teia burocrática, EL.
Pois meu amigo enquanto nnão pagar o que devia (se devia) antes de encerrar a firma continuará a receber esses cartas
Pois isso podia ser verdade, conheço uma firma que foi encerrada, não sei porque foi activada, e agora é só chegar coimas.E esta??
NAO : Nao se deve o que se nao gera. A empresa fechou o IVA a partir dai nao é gerado. de acordo ? E a partir do de4creto de insolvencia a empresa e gerida por Gestor de Insovencia. Como pode apresentar a declaração de IVA se nao tem actividade nem legitimdade ?
Ora, ora….
Ainda não se lembraram, mas qualquer dia arranjam o imposto para aplicar aos mortos, mas quem paga a factura são os herdeiros….
Schhhhh, fale baixinho. Não lhes dê ideias.
Já foi tarde.
Após 10 anos da morte do meu pai conseguiram ressuscitá-lo para o tornarem devedor de coimas, custas de processos e não sei que mais de IRS que não tinha entregue nos últimos cinco anos, a senhora idiotamente chamou-me burra por não saber as obrigações que tinha perante as Finanças aquando da morte do pai. Deixei-a enterrar-se e só quando ela acabou o sapiente discurso, exibi todos os comprovativos que as finanças tinham carimbado por terem sido entregues e acabei sem um único comentário, escrever no Livro de reclamações. É certo que tive de me deslocar lá algumas vezes por ter apresentado queixa, mas a “iluminada” também foi sancionada, Haja respeito!
Acho que alguém já teve essa rica ideia: há um país (não sei precisar qual, dos últimos que aderiram à UE) que tem essa taxa: os herdeiros é que pagam as dívidas dos falecidos. Já alguém falou nisso.
Nem queiram saber o que passei para conseguir devolver as pensões que continuaram a depositar na conta de um familiar após o seu falecimento. Fui a instituições, enviei cartas, parecia que ninguém cruzava dados e eu é que andava aflita com a situação. É que em sistemas destes, sobra sempre para os agem correctamente. Felizmente, resolveu-se mas muitos meses depois.
Vivo sozinho e também recebi uma igual, com a particularidade de ter uma reforma exactamente o DOBRO do indicado na carta….Supostamente isentam-me de uma taxa que eu não pagarei apenas porque sou transplantado renal, e não por essa falsa razão!
A mim hão-de dar-me a isenção das taxas moderadoras depois de morto. Foi-me diagnosticada uma doença Miastenia gravis ) que dá direito a essa isenção. Iniciei há quatro meses as diligências para a obter. Já entreguei sucessivos quatro relatórios médicos, todos rejeitados porque não seguem as normas do Dec. Lei 232/2007 de 23 de Out., decreto que nenhum dos médicos do hospital que me acompanham, está autorizado a seguir. Perante o impasse, hoje, pelo telefone, da “Saúde Pública” disseram-me que a única solução é consultar um especialista privado, que estará com certeza autorizado a fazer o tal relatório. Se eu não tenho dinheiro para pagar as taxas moderadoras, como vou pagar a um especialista privado?
Infelizmente é assim e são capazes de dizer que é um problema informático. Para mim o único problema informático que existe é entre o teclado e a cadeira.
Não é caso inédito, aliás é caso bastante frequente.
Os serviços portugueses, bastante modernos noutros pontos, têm uma singular incapacidade para tomar conhecimento do falecimento dos cidadãos.
Penso que é de propósito, por motivos eleitorais e financeiros as freguesias têm interesse em que não se saiba da população que perdem.
Imaginemos o seguinte cenário…
Um agregado familiar de 4 pessoas, com 2 crianças a estudar, e com todas as despesas inerentes a isso e ao seu crescimento. Esse agregado familiar tem um rendimento per capita de 400€. No entanto, segundo as regras de isenção, terá que pagar taxas moderadoras. Pois o rendimento por sujeito passivo de IRS é de 800€.
Imaginemos agora este cenário…
Um agregado familiar de 2. Com um rendimento per capita (neste caso, igual ao rendimento por sujeito passivo de IRS) de 550€. Segundo as regras estão isentos.
Há alguma justiça nesta situação? Eu penso que não.
Mas é o país que temos e que infelizmente não sabemos mudar.
Cumprimentos,
DH laika
Tenho uma situação idêntica em que demonstra a ineficácia do sistema, ha 10 anos que pago o emi de uma casa que não é minha, já entreguei todos os documentos para verificação do erro que uma funcionária do SF de Albufeira provocou e até hoje ainda não devolveram o dinheiro que foi cobrado indevidamente (penhoras de ordenado). O país que nós temos é este!!!
Se me visse envolvido numa situação dessas já tinha processado a funcionária por negligência/incompetência profissional.
Têm isenção os agregados familiares cujo rendimento médio mensal (dos sujeitos passivos) seja inferior a 628,83€. Na prática: um solteiro s/ filhos com RMM de 625 tem isenção; uma mãe sozinha c/ RMM de 630 e 3 filhos p/ sustentar, não tem. E a isto chamam justiça social.
as Finanças são um serviço que merece arder no Inferno …
uns sabujos que nos tiram o rendimento para nada …
Caro Rui: em se tratando de Braga, é quase certo que virá a descobrir que o seu saudoso pai continua a participar religiosamente nos processos eleitorais para os diversos órgãos de soberania do nosso país.
E por aí se deve explicar a coisa.
Sem dúvida: é o sistema. É o mau funcionamento das instituições a que temos estado sujeitos. É a burocracia. É a falta de coragem que tem havido de todos os governantes de fazer reformas a sério, doesse a quem doesse. É a “segurança” dos funcionários que mesmo não prestando e não cumprindo sabiam que não eram despedidos. Era o gozo a que votavam quem cumpria. E sobretubo foram ANOS E ANOS nisto!!! A incompetência e o deslumbramento de quem assume postos de chefia dá sempre mau resultado. Portanto, tinha de dar mau resultado!
Acontecem coisas muito estranhas neste país…
http://professorsemquadro.blogspot.pt/20 07/07/blog-post.html
O meu avô recebeu exactamente a mesma carta… Só que ele faleceu há 13 anos! Seria de admirar que ainda tivesse que pagar taxas moderadoras! A carta foi enviada com o nome do meu avô mas para a morada de uma das minhas tias! Tentou-se saber junto das “autoridades” (in)competentes como é que esta situação é possivel mas ninguém soube responder…
É por causa de situações como esta que o país está como está, se todos agissem com responsabilidade de certo não chegariamos a este ponto….
Rómulo, talvez esta informação lhe possa ser útil. Diriga-se ao Hospital de Santa Maria e marque uma consulta de Neurologia Muscular. Todos os médicos que lá prestam serviço estão bem familiarizados com a doença Miastenia Gravis, principalmente a Drª Teresinha. Lá, de certeza que consegue o tal relatório que o vai conseguir isentar de pagar as taxas. Espero poder ter sido esclarecedora. Tenho um familiar que sofre da mesma doença e é lá seguido há 30 anos. Boa sorte.
No caso dos meus pais que são os dois pensionistas não são isentos, o meu irmão que vive em casa deles não tem despesas nem filhos, é isento porque o vencimento é de cerca de 550€ 🙁
AJFC
El Loco
Você é mesmo loco ou isso é só alcunha?
Então não sabe que as dividas de uma empresa não se extinguem com a sua falência? Se tinha dívidas ao IVA anteriores à falência, vai continuar a receber cartas. Ai vai, vai. E mais, qualquer dia vão penhorar os bens do antigo gerente se lá não for negociar com eles. Fala a experiência.
Caro Rui,
Tempos depois de o meu avô falecer as finanças enviaram uma carta que lhe era dirigida. O meu pai escreveu pacientemente reportando de novo a situação. As finanças responderam com uma carta lacónica dirigida ao meu avô, chamesmo-lhe “João Silva”, a dizer literalmente : «Ex.mo Sr. João Silva, por favor envie-nos a sua certidão de óbito.»
Comentários para quê?….
Um vigarista desta cidade, foi á repartição de Finanças e deu inicio de atividade em nome do filho (pasme-se que era menor). Quando a mãe do menor (divorciada)se apercebeu já estava a receber cartas com dívidas ao fisco. Dirigiu-se então á respetiva repartição a reclamar a coleta do menor, tendo um daqueles iluminados respondido que eles não eram obrigados a verificar se a pessoa era menor. Perante tal barbaridade, foi tal assunto dirigido para o Provedor de Justiça, fiquei então pasmado (mais que parvo), a resposta foi que as Finanças lhes responderam: NÃO SOMOS OBRIGADOS A VERIFICAR SE OS CONTRIBUINTES SÃO MENORES. e esta hein ?
Não percebo tanta admiração pelo sucedido. Já é altura das pessoas perceberem que são meramente uns numeros para serem reconhecidos no sistema das Finanças Publicas para alimentar toda essa corja que vive da á custa do erario publico.
lino
el loco
você é mesmo loco ou é só alcunha? Então não sabe que as dividas de uma empresa não se extinguem com a falência da própria empresa? Se devia dinheiro ao IVA quando a empresa faliu tá feito. Nunca mais o largam. O antigo gerente da empresa é o responsável palas dividas e vá esperando que eles vão-lhe a casa penhorar tudo o que você tiver até cobrir a divida.
Fala a experiência.
lino
F M Você está admirado por ter ficado isento das taxas moderadoras.
Anda mal informado.
Você ficou isento/a porque é portador de Insuficiência Renal Crónica (IRC) e não por ser transplantado.
O Dec lei isenta de taxas moderadoras o Insuficientes Renais Crónicos.
É o meu caso. Eu ainda não recebi a carta mas leio jornais e consulto a lei quando os assuntos me dizem respeito.
Devia fazer o mesmo, dá sempre jeito estar a par das coisas.
Este é o país que temos porque queremos. e cada um tem aquilo que merece. Não votamos, ou então é Vira o disco e toca o mesmo . Depois não se queixem.
Safa! Já não se pode estar morto em paz!
Estamos num pais pobre, estupido onde sacar é a ordem do dia.
Quando tinha para aí ois meus 15 anos li uma frase escrita numa porta de WC de um café que tem todo o sentido: SE O CÓCÓ VALESSE DINHEIRO, OS POIBRES NASCIAM SEM TRAZEIRO.
Infelizmente chama-se a isto falta de atualização das bases de dados em parte devido ao não cruzamento de informação por parte dos serviços.
Ainda existe muito amadorismo neste país e na forma como os serviços públicos se revestem de profissionalismo.
Se lhe serve de conforto um grande grupo do retalho vendeu-me um fogão e quando procederam à entrega veio o modelo errado que prontamente substituiram. Recusaram-se a levar o errado porque a guia só dizia “entrega” e não entrega e recolha”.
O surreal estaria para começar: 4 reclamações no livro; 3 marcações de recolha a que faltaram e por fim uma carta da ASAE (depois de denúncia minha) em que esta me informava que encerrava o caso por ter sido informada que a recolha havia sido feita.
O fogão continuava empacotado e por usar na minha casa……
Só lhe posso dizer que depois de tudo ter feito para fosse recolhido um bem que não era meu, o vendi em menos de nada num famoso site de vendas online….OBRIGADA!
É surreal????? Ou não?????
Nada disso é de admirar. Tive um empresa de confecção, que vendi há mais de 14 anos. Fiz escritura, onde fiz renuncia à gerência. Essa mesma empresa fechou há uns anitos, com dividas ao estado, criadas á posterior.
Já por varias vezes fui chamado às Finanças e comprovei que nada tinha a ver com a Empresa. Deixei cópias da escritura. Amigos….continuo a ser “chateado” e a informarem-me que ou pago ou vão penhorar-me os bens. Isto vem se repetindo anos após anos….
Pois é, também recebi uma igual para a minha mãe, já falecida… para verem como anda o nosso país, sem rumo