Kathryn Parker Almanas, “Juice of Life”, 2009-2010
É um homem sem rodeios, traz para a mesa o tacho das batatas cozidas com pele. Cada um terá a oportunidade de as descascar como quiser. A todos quero recordar as palavras de Elliott – independentemente do contexto, sublinhou.
April is the cruellest month, breeding
Lilacs out of the dead land, mixing
Memory and desire, stirring
Dull roots with spring rain.
Em Abril – 2012 – revelam os números dois fenómenos concorrentes, produzidos no mesmo ovo. Primeiro: uma concentração vertiginosa e desesperada de riqueza nas camadas superiores. Um sentimento de fim dos tempos, de facas antes nas gargantas que nos pulsos. Segundo: a devastação e a ruína da classe média, a de meia idade sobretudo, dispersando os seus pedaços pelas mandíbulas dos cães que a farão desaparecer. Como faziam os assírios aos cadáveres dos inimigos.
As batatas arrefecem no prato se não as comermos depressa. Deves tatuar este número no teu braço para não mais o esqueceres: 4/12.


