Claude Monet
O luar quando bate na relva
O luar quando bate na relva
Não sei que coisa me lembra…
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.
E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas…
Se eu já não posso crer que isso é verdade,
Para que bate o luar na relva?
Alberto Caeiro


“… Olas gigantes que os rompéis bramando
en las playas desiertas y remotas,
envuelto entre la sábana de espumas,
¡llevadme con vosotras!
Ráfagas de huracán que arrebatáis
del alto bosque las marchitas hojas,
arrastrado en el ciego torbellino,
¡llevadme con vosotras!
Nube de tempestad que rompe el rayo
y en fuego ornáis las sangrientas orlas,
arrebatado entre la niebla oscura,
¡llevadme con vosotras!.
Llevadme, por piedad, a donde el vértigo
con la razón me arranque la memoria.
¡Por piedad! ¡Tengo miedo de quedarme
con mi dolor a solas!. …”
Não cuidei de qualquer bater certo com o seu post ! Apenas o cumprimento, neste dia, à mais fiel admiradora dos poemas que transcrevo. Que a escrevê-los não atrevo…
O seu a seu dono, acima se deixa a rima 52, de Gustavo Adolfo Bécquer.
Ui, um Bécquer… Mais um 🙂
– “A escrevê-los não se atreve”, Fernando? Atrevemo-nos, de certeza, quase todos os que gostamos de poesia. Revelá-los já é outra coisa… Depende da nossa dimensão de grandeza.