Bolinha


escafandro,

Houve um tempo em que o aparecimento da bolinha vermelha no canto do ecrã do televisor suscitava perturbação e expectativa.

10 comentários em “Bolinha”

    1. É verdade, José. Os tempos em que uma bolinha vermelha gerava a expectativa (e era uma expectativa) de poder vislumbrar-se um par de maminhas ou polémicas como as do “Pato com Laranja” e de “O Império dos Sentidos” já lá vão. Hoje, que só não vê maminhas quem for cego ou… não, não há mais ninguém, nem sei para que servem. Suponho que, sendo os legisladores do tempo em que elas significavam alguma coisa, ainda achem que são importantes – e não queiram problemas com alguns pais. Aliás, talvez elas se destinem precisamente a pais da mesma faixa etária dos legisladores (a partir dos trinta e muitos) que, perante uma, poderão enviar os filhos para o quarto, onde estes acederão à net e a coisas que fariam corar uma bolinha vermelha. 🙂

      1. Ora aí está uma profunda reflexão que espelha uma verdade insofismável.
        Para quê uma bolinha vermelha se tudo já foi devidamente explicadinho de terna idade?

        Veja-se o caso daquela garotinha, para aí dos seus sete aninhos, que conduzia ao boi, a vaca para cobrição.
        Naturalmente indignado, o padre lá da aldeia, interpela a cachopinha:
        – Ó Marianinha, e o teu pai não podia fazer esse serviço?
        – Não, senhor padre; a mãe disse que tinha de ser mesmo o boi.
        Eheh…

        1. Mas essa é uma versão ainda muito campestre, pássaro – e portanto algo demodé. Há-de haver uma versão mais urbana e cool, em que a rapariga, não sabendo o que é uma vaca e raramente encontrando um padre pela frente, há-de saber o que é um piercing e fazer questão de combinar as tampas do telemóvel com a roupa… 😉

          1. Pois; e que culpa tenho se por motivos de desusado embelezamento que as autoras deste blog nele derramam, isto por um lado, condicionem o expressivo esclarecimento, isto por outro.
            Eheh…

  1. Acho que tal sinalética continua a ser de extrema utilidade…
    para quem se atreva a visionar o Canal Parlamento.

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