Dou por mim a ouvir distraidamente o jornalista Manuel Queirós na RTP-1. O Manuel Queirós é a Felisbela Lopes dos domingos, por isso não é justo ouvi-lo distraidamente, pois não? Mas a dúvida fica: por que será que a RTP acha que a gente não entende o que vem nos jornais aos sábados e aos domingos? Mais: por que será que os jornalistas da RTP precisam das ajudas externas e não são capazes de nos transmitir com lucidez e clareza as notícias?
Por que será?
jmmcc,

Será porque não se vendem jornais?
Não, não é justo, apesar mesmo do tom monocórdico com que somos brindados.
Gosto desta polivalência comentarista, deambulando entre macro-economia, política ou a leitura entrelinhas dos desacordos políticos, não esquecendo, obviamente, o futebol e a psicologia dos desaires.
O empobrecimento a que fomos sujeitos, leva-nos a estas pequenas riquezas.
Não sei como conseguimos perceber os jornais de segunda a sexta-feira…
Com o auxílio precioso dos programas da Júlia.
E porque será que tem tanto descontentamento em ouvi-los?
Na verdade tanto Felisbela Lopes, como Manuel Queirós falam sobre os jornais que só chegam ao Portugal fora das maiores cidades dias depois àqueles que pagam tantos impostos como o alfacinha, o tripeiro e outros semelhantes, mas que recebem tudo ou ainda menos ao retardador e mesmo com a internet ou assina todos os jornais ou não tem direito de opção as muito do que está escrito em papel.
Claro preferia que os jornais de Lisboa e Porto fossem remetidos ao silêncio e os comentadores fossem dissertar sobre o que dizem os jornais do País real, mas penso que também não é essa a sua preocupação.
Certo, Carlos, mas o problema não é exactamente esse. O problema é mais eu não gostar (como muito boa gente) da Felisbela e do pretenciosismo bacoco que ela espelha sem cerimónia para nós pagarmos.
Um abraço para a sua ilha.
Agradeço a resposta frontal, pois eu suspeitei que era mesmo de não gostar e aproveitava para desabafar algo mais…
A mesma técnica utilizei eu, pois nem falei dos comentadores para colocar o problema de só se falar dos jornais de Lisboa e Porto… problema que não está limitado às notícias comentadas dos jornais.
Obrigado por ter prestado a informação de residir nos Açores, para ser mais preciso, concelho da Horta, um dos que até por vezes pode receber os jornais no dia 😉
Sempre a considerá-lo, Carlos. Sendo eu um portuense que já morou em São Miguel e que tem casa na Terceira, já deve calcular que sou um fã do Faial.
Em que cidade/vila vive? eu vivo a 250 Km de Lisboa e todos os jornais e revistas chegam cá no proprio dia… dias?? Estranhissimo…
O nosso amigo Carlos Faria vive nos Açores e V. podia saber isso sem perguntar se tivesse clicado no link do nome dele.
Tem razão… as minhas desculpas.
Por mim, sem problema.
João, como de costume a resposta às tuas perguntas é simples e meramente técnica: porque Domingo e Sábado de manhã, a redacção tem muito menos gente, há muito menos notícias e é preciso encher o chouriço da emissão. Logo, a opção mais económica é convidar alguém que vá dando conteúdo à emissão (então se for alguém disponível para vir de borla só pelo brilho de aparecer na TV…), enquanto o editor de turno e o par de estagiários que lhe coube em sorte vão picando os “telexes” da Lusa e dando forma ao pouco material de que dispõem.
Ok, mas não sejas ingénuo: de borla é que nunca vão! Eheh…
Vão de borla muito mais do que pensas, porque aparecer, ou por vaidade, ou por necessidade, é um ganho vultuoso para muita gente.
Tens nisso toda a razão, mas palpita-me que não é o caso dos figurões mencionados. De resto, a RTP sempre foi de mãos largas a pagar. Não lhe custa…
De borla?
É mesmo para encher e dar conteúdo à emissão, bem como encher os bolsos dos ilustres convidados.
Não funciona uma sem a outra, infelizmente.
Na RTP, só pode.
Bom, mas mesmo bom, é o jornalista senior Francisco Almeida Leite que fabrica notícias falsas para agradar ao governo
Certeiro, mas mesmo certeiro, é o comentador conhecido por Anónimo.
Em pleno Sábado de reflexão antes das últimas autárquicas, já vi lá o Jorge Gabriel a fazer campanha eleitoral…
A sério?