“Um bom divórcio é melhor do que um mau casamento” diz o ditado popular. É, de facto, verdade e aplica-se inteiramente ao caso grego. Com efeito, por muitos erros que os governantes helénicos tenham cometido – e cometeram-nos – o achincalhamento a que o seu povo está a ser submetido com as decisões do duo Merkosyl e a sugestão de Jean Claude Juncker, Presidente do Eurogrupo, para a nomeação de um Comissário Europeu para Atenas, são inadmissíveis.
Oxalá nenhum outro país deste belo conceito de Europa Unida – porque foi só um conceito e jamais foi uma realidade – se veja em semelhante contingência.
Tudo isto acaba por exemplificar bem, o que sempre temi, ou seja, as razões do meu antigo e profundo cepticismo relativamente à ideia de uma união europeia.


Tens toda a razão, a União Europeia nunca passou de um conceito. Um belo conceito a que eu aderi com entusiasmo e esperança. Mas eu sou uma lírica, está visto.
Ana
Ainda é cedo!
Napoleão foi há 150 anos, Hitler há 70 anos, a UE/CEE/CE parece-se cada vez mais com um imperialismo (mais moderno). Nunca vi tantas guerras económicas nem tanta hipocrisia.
Ainda veremos um mudo global a funcionar com acordos económicos e financeiros… excepto a Europa.
Apostaria que ela caiu, nem que seja à custa das vacas loucas francesas, dos porcos alemães ou dos pepinos espanhóis.
Será, José? Nesse caso, a coisa ainda será pior do que se anuncia…
1) Deputados e comissários europeus com pedantismo QB.
2) Financiamento de projectos em que o mais importante é a burocracia envolvida.
3) Aprovação dos ditos, não pela importância ou qualidade técnica mas por “acordos diplomáticos” (tu aprovas os nossos e nós apoiamos qq coisa tua).
4) Demasiada intervenção no mercado (caça aos subsídios).
5) Mercado livre que se fecha por “não-conformidades técnicas”
6) Atitudes eufemistas e hipócritas.
Ou isto ou o Merkelreich (que entretanto papou tudo à sua volta).
Eles não resistem, Helena. Alemães e Franceses.
Pffff….
Bazei