… Antero, Camilo e Eça. Não é preciso afastarmo-nos muito do Porto para rever durante um fim-de-semana a belíssima «Vila do Conde espraiada entre pinhais, rio e mar». Com muita e boa História. E as minhas memórias de sempre.
Pelos caminhos de José Régio…
jmmcc,



E mais as corridas de “sport-protótipos” realizadas nas garagens.
O caso era sério.
Havia um “team” que até trazia mala de ferramentas e óleo fininho para pôr nos eixos, roubado da máquina de costura. Os pneus e o eixo, dos carros da Solido ou da Mercury, tinham de estar perfeitamente calibrados, pois as rectas eram imensas. Os juízes de prova eram os mais velhos e avaliavam cada jogada.
– Mangussa!, e perde a jogada. Havia tensão no ar. O carro tinha de parar com pelo menos uma roda dentro do circuíto. Vinte e cinco tostões para a inscrição de cada carro.
Algumas mães acompanhavam, traziam limonada e biscoitos. As bicicletas ficavam fora de muros, enchiam o passeio.
Depois, o prémio para o vencedor, a corrida para a praia que já se fazia noite. As bicicletas eram largadas na rampa. O Sr. Baltazar estava por perto.
?
Pois sim. Mas as tuas memórias não estão lá todas… faltam as da tua fase de artista dos palcos! loooool
(prepara-te, agora não te vou largar)
Cara Ana
Fiquei , sei lá, perplexo. Que quer dizer? Estou a proceder mal? Estou-me a armar? Este não é o local apropriado?
Gosto de escrever o que me vem à cabeça.
Costumo ser disparatado. Aos 53 anos estou-me nas tintas, mas não quero proceder muito mal. De um modo geral, aqui os posts são mais sérios, mas já vi de tudo.
Acabrunhei! Desculpe. Já agora diga…
Estava a gostar disto.
Um abraço
José Menezes, quem está perplexa sou eu… não percebo patavina do seu comentário! Está-se a armar?? Mas o que foi que o fez sentir-se ofendido?? E porque é que escreveu esta história de carros neste post do João Carvalho, que não tem nada que ver com o assunto?
O que escrevi acima era para o João, autor do post, e não para si… mas que grande confusão! Explique lá o que lhe vai na cabeça, ok?
Já respondi, pedindo desculpa pela minha confusão. Se fosse para mim, estava perplexo. Perdão.
A história dos carro: memórias de Vila do Conde.
E voltamos ao mesmo.
A história de carros de que me lembro não é de miniaturas da Solido ou da Mercury, José, mas do velho circuito de Vila do Conde.
Desse também. Obrigado pela resposta.
Ana e João Carvalho
Respondi à Ana porque pensei que o comentário era para mim. Verifiquei o meu erro.
Fica ao V/ critério ignorar a minha resposta, e esta tb.
Ainda vai a tempo?
Obrigado.
Não se preocupe, a confusão está esclarecida. Tudo está bem quando acaba bem.
Digo-te, Ana, que há coisas que são como andar de bicicleta: ainda hoje sei de cor a letra da canção do bandido.
Ainda bem, porque vais ter de cantá-la para nós…
Há uns anos largos, visitei a casa-museu de José Régio, “Em Portalegre, cidade / Do Alto Alentejo, cercada / De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros…”…….. foi uma emoção!….. entrei ali e vi os poemas nos sítios, nas coisas, nos horizontes através da janela…. ao cimo da escada, lá estava “Uma Nossa Senhora de madeira / Arrancada a um calvário de capela”….. um Cristo crucificado enorme, resgatado de uma morte em lume de lenha de um monte perdido, a janela de onde os montes ao longe…
O guia referia-se sempre ao poeta como “O Senhor Doutor”…. convivera com ele de perto, reverenciava-o, sentia-se-lhe íntimo, superior a mim que só o conhecia dos livros…
Qualquer dia, volto a Portalegre.
Um regresso a Portalegre é sempre de bom gosto, Fátima.
O meu Pai foi “colega” comensal, na Pensão da D.Rosalina Vinte e Um (era esse o nome), do grande poeta, nos idos dos anos 50, lá em Portalegre. Se um dia nos encontrarmos, conto-vos a história.
Tem toda a razão, João Carvalho!…… olhe, nunca mais voltou a calhar….. mas um dia destes, calha!
Eu nasci no Alentejo, exportei-me para Lisboa e por cá fui ficando….. não digo que aqui criei raízes, porque as minhas continuam agarradas àquela terra castanha, às searas, aos chaparros….. agarradas aos cheiros e aos sabores….. agarradas ao cante alentejano…
O Alentejo corre-me nas veias….. às tantas, é azeite de Moura que me corre….. tem-me corrido em chamamentos para o Baixo Alentejo, para o Alto só Évora me tem chamado…… se calhar, está na altura de ouvir o chamamento de Portalegre… :-))
Acredito que sim, Fátima.
Na qualidade de alentejano muito me tocou a belissíma metáfora:«O Alentejo corre-me nas veias….. às tantas, é azeite de Moura que me corre…..».
Bem haja! 🙂
Na qualidade de alentejano devo realçar que muito apreciei a belíssima metáfora: «O Alentejo corre-me nas veias….. às tantas, é azeite de Moura que me corre….. ».
E como é nobre o nosso sangue!
E como é belo o negrume das azeitonas!
🙂
Bem Haja!
Gosto muito de Vila do Conde. Seja a pretexto do Régio ou qualquer outro, vale sempre a pena ir lá.
Se vale, compadre.
Já Antero, que por lá permaneceu dez anos, diria: Aqui as praias são amplas e belas, e por elas me passeio ou me estendo ao sol com a voluptuosidade que só conhecem os poetas e os lagartos adoradores da luz, no que considerou o melhor período da sua vida.
Para todos os que o conheceram, forma os anos mais calmos e literariamente mais produtivos da sua vida.
Beleza, calma, paisagem de rio e mar?
Tem algo de mágico essa terra.
Tem mesmo.
A minha homenagem a José Régio!
http://www.youtube.com/watch?v=qKyWRJZnu 2o