Levanta-te e anda
Na SIC Noticias Rúben de Carvalho indignou-se contra o “servilismo português” e a “arrogância alemã”, isto porque o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, “se manteve sentado” a conversar com o seu homólogo, Vítor Gaspar, enquanto o português estava debruçado. “Schäuble não teve a delicadeza (de se levantar)”. Há aqui um pequeníssimo detalhe: o ministro das Finanças alemão senta-se numa cadeira de rodas desde o atentado que sofreu em 1990.
Helena Ferro de Gouveia, aqui.


Bem podiam cobrar imposto à impreparação de muitos dos nossos “opinion makers”, sempre se ganhava alguma coisa em ouvi-los.
É verdade, Teresa. Ainda sobrava para emprestar à Merkel.
Há muito que, com alguma frequência, observamos que aquilo que se diz anda longe da realidade. Fala-se sobre tudo, sobre todos, com uma confiança e com uma arrogância que só pode ser prejudicial. Claro que devemos poder falar mas, antes disso, deveríamos pensar. Mas não. Quer-se ser o primeiro a dar opinião, a mostrar que se chegou mais cedo que outros a uma conclusão brilhante e depois dá nisto…
Tens razão, Ana.
Perdeu uma boa oportunidade de ficar calado!
Devem preparar-se … afirma, por vezes, indignado, o inenarrável “sobrinho” A. Barroso.
O que é que tem o cu a ver com as calças ?
Lá por ser sobrinho…olhe, o que está de serviço é afilhado do Administrador lá do lixo e aí é que ele estava bem… a tratar do lixo, a não ser que para ele, seja tudo a mesma coisa…
Estamos lixados.
Nós é que nos devemos preparar. Para tudo.
Será que pagam a esta gente para dizer asneiras? Desta vez, penso eu, o Rúben não deveria ser pago, antes devia pagar uma coima, e pesada – o que disse merecia ficar-lhe na memória, por muito tempo.
Sim, não há nenhuma razão para aumentar impostos e não taxar este tipo de situações.
Rúben de Carvalho sofre do mesmo mal dos seus camaradas: independentemente do lado em que estiver, tem grande dificuldade em ver além do Muro…
E mesmo aquém…
Não posso acreditar!!!
E todavia…
Como já devíamos saber, não é a mandar bitaites à mesa do café (ou, o seu equivalente moderno, a comentar em blogues) que as coisas mudam. Por portas travessas, via Facebook, as humildes desculpas do Mário Crespo a quem se queixou à SIC:
“Muito obrigado pelo seu reparo. Foi imperdoável da nossa parte. Foi imperdoável da minha parte não estar a par da paraplegia do Ministro alemão. Farei essa retificação publicamente no meu próximo jornal. As minhas desculpas pelo eventual desconforto que a nossa, particularmente a minha, involuntária insensibilidade lhe possa ter causado.”
Aparentemente o Mário Crespo abriu o jonal de ontem com um pedido de desculpas (digo aparentemente só porque não tenho televisão e esse bocado não está no site).