TOMATES
Já se sabia, mas confirmou-se: o primeiro-ministro foi firme e o ministro das Finanças foi inflexível. O dinossáurico líder madeirense viu caírem por terra praticamente todas as suas promessas eleitorais essenciais e caírem para as urtigas as sucessivas ameaças que constituíram o seu show-off mais recente.
Ficou, portanto, tudo mais claro e entendido. Tudo, excepto uma coisa: Alberto João Jardim não se demitiu porque a dignidade política está em extinção, ou porque ficaria sem guarda-costas a protegê-lo dos tomates e ovos podres da sua região?
No fim, como às vezes ainda vai acontecendo, acaba por ver-se facilmente que “o rei vai nu”.


Como escrevi hoje, ao menos está a aguentar os frutos da sua gestão ao contrário de outros que depois da desgraça vão gozar a vida…
Lá isso é verdade.
«ver-se facilmente que “o rei vai nu”»
Meu caro,
lamentável, que o rei nu, tenha andado assim há duas décadas. O de Lá, como os de Cá.
Madeira:
Três túneis de secção dupla à Cota 200. Extensão total de 3.040m.
Centenas de pontes e túneis a 13 milhões ao quilómetro.
Palmas.
Isso. Palminhas.
Ele não se demitiu porque hoje em dia ninguém se demite, João. Foi-se a verticalidade.
Tens razão.