Política na parede


Pedro Correia,

 

Lisboa, Rua Alfredo Cortês

6 comentários em “Política na parede”

  1. Ora aqui está uma bela parede, pelo nome do candidato que o CDS queria no poder, isto deve ser aí de 1980 ou coisa que o valha. Nota-se claramente que CDS e APU se dirigiam a eleitorados completamente distintos, CDS tratava os seus potenciais eleitores por “você”, enquanto que a APU utilizava o revolucionário “tu”. Mas é estranho, os escritos devem ser de épocas diferentes, porque apesar de Galvão de Melo ter sido deputado do CDS/UN, em 1980 concorreu por conta prórpria, visto que os antigos “unionistas” estavam integrados na AD, que apresentou o Gen Soares Carneiro. Um caso para ser avaliado pela arqueologia 🙂

    1. Ora “aqui está uma bela parede”, como você diz. E eu se calhar até concordo consigo. Mas apenas porque nem eu nem você moramos neste prédio. Se, como diz, esta inscrição é de 1980 isso significa que a fachada deste prédio está para ser limpa há 31 anos. No centro de Lisboa – algo verdadeiramente extraordinário.
      Por vezes uma imagem vale mais mais do que mil palavras.

      1. Visto por esse prisma, da falta de limpeza do prédio, concordo, mas por outro lado é curioso poder observar hoje alguns desses escritos que aguentaram todos estes anos. Muitos deles escritos por iniciativa individual de alguns entusiastas. Não são as gravuras de Foz Côa, mas também fico dividido em relação à questão de ser melhor terem desaparecido. O melhor é fotografar tudo, e depois então limpar-se 🙂

        1. Nada mal pensado. Algumas destas inscrições arriscam-se a chegar à idade das gravuras de Foz Coa. Talvez nem valha a pena apagá-las. Dão excelente material de arqueologia política.

  2. Voltando ao general.
    Na investidura do PR (Exma Vaidade Soares, digo eu), e enquanto deputado do CDS, saudou o novo PR com votos de sucesso para ele e para o país.
    No CDS, não gostaram.
    Outra gente.

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