Não será bem o que estou a ler, mas antes, o que acabei de ler. Pelo que vejo das escolhas da “confraria”, eu sou a mais heterogenea… Acabei, há dias, a leitura de dois. Sim, sou megalómana e tenho, por norma, duas obras de cabeceira.
Desta vez, foi o último livro do meu querido Mário Zambujal Longe é um bom lugar, colectânea deliciosa de short stories que é um dos meus estilos preferidos e com o qual o autor e eu própria não nos damos nada mal. Gaba-te cesto!
São contos sobre o quotidiano, com um marcado sentido do humor e que caracterizam os comportamentos de uma certa novel classe média nacional. Fiquei fiel ao Mário desde a velha “Crónica dos bons malandros” e assim continuarei enquanto ele publicar. Nada de filosófico, de intelectual, mas uma bonomia que faz falta neste país de fado triste.
Ao mesmo tempo, li a Ordem Breve da “nossa” Ivone Costa, uma colectânea de poesia difícil mas de rara qualidade e que, aos meus ouvidos – sim leio sempre alto poesia -, soou com uma harmoniosíssima sinfonia. Li-o duas vezes porque, no género, isso me acontece quase sempre. E à segunda volta, ainda gostei mais. Tanto, que tenciono, quando estiver inspirada, escrever um post sobre ele. Não coloco aqui a capa – linda – porque não tenho scanner e não encontrei foto na net. Alguém dá uma ajuda?
E pronto. A seguir apetece-me uma biografia de um homem forte. Tenho duas em mente, mas ainda me não decidi!
E tu, Zé Navarro, o que andas a ler agora?



Nunca li nada do Mário Zambujal mas gosto muito deste título.
Um bom malandro, o Mário Zambujal.
Uma verdadeira Rebelo Pinto de calças, esse Mário, graças a Deus.
Não diria tal…
:)))
Também tenho andado a ler a nossa Ivone e a sua belíssima poesia. Se a própria não puder ajudar, eu faço um scan da capa do livro (tens razão, é muito bonita) e ponho aqui.
Ana querida faz-me esse favor!
Não tratei disso porque a Ivone me disse que já te mandou a fotografia por mail. 🙂