Dezembro:
Helena Matos indigna-se com o lixo da quadra festiva.
Helena Matos indigna-se com as greves da CP.
Helena Matos indigna-se por não sabermos quantos ciganos existem em Portugal.
Helena Matos indigna-se com o número de espectadores dos filmes portugueses.
Helena Matos indigna-se com a barrigas de aluguer.
Helena Matos indigna-se com o socialismo.
Helena Matos indigna-se com a comemoração da separação entre Goa e Portugal.
Helena Matos indigna-se com o jornalismo de causas.
Helena Matos indigna-se com os apocalípticos.
Helena Matos indigna-se com o Teodorico e as Mães Cegonhas.
Helena Matos indigna-se com esta mania de combater as desigualdades.
Helena Matos indigna-se com o Património da Humanidade.
Hoje:
Helena Matos indigna-se com os indignados.

Ah, ah, ah. Que paciência, para ir vasculhar no Blasfémias e fazer copy/paste das “indignações” da Helena. É de homem!
Estou há 3 dias na caminha com uma gripe. Tem vantagens.
Os meus votos de pioras.
Desejo-lhe o dobro do que me desejar.
É d’homem e bastante original. Valente!
Estão verdes.
Há um ditado antigo que diz: “Quem desdanha quer comprar”. Cá p’ra mim…com gripe, de cama…huummm. O que é que a Helena Matos tem a ver com isso?
Está a sugerir que me excita? É isso?
Não sei…as palavras são suas. ( ou a vontade?)
Bom fim de semana e já agora… as melhoras. ( Bons sonhos!)
Não há excitação possível para uma natureza morta.
excelente post, Luís. certeiro. ainda ontem estava a ouvi-la na tvi24 e a pensar nisto.
um abraço,
jtf
Obrigado, Tiago. Um abraço.
Helena Matos é dos raros comentandores em Portugal que vê as coisas como elas são (na minha opinião, claro), e o diz . É natural que suscite o ódio da indigência mental que por aqui (Portugal, não Delito) reina.
O debate político no nosso país é de uma dolorosa mediocridade. Mas estou certo de que cada um dos posts de Helena Matos que cita vai ser objecto de uma contra-argumentação e que Luís M. Jorge vai dizer-nos porque acha que HM está enganada.
Em vez de se limitar a fazer links e dar-lhes um título, o que (ainda na minha opinião, claro) fica um bocadinho à superfícia das coisas, digamos pela rama.
Vou, claro, que vou: nunca me oporia ao sobrolho franzido do Luis Serpa, à sua “pofundeza” rara e ao despeito que dedica à “indigência mental de Portugal” — indigência em que ele, por uma espécie privilégio genético, à falta de outros motivos aparentes, não se inclui.
Privilégio genético tem você, meu caro, que maneja a ironia e a ferocidade com uma arte rara no nosso país.
Eu não: não sou comentador. Ficaria extremamente preocupado se me chamassem indigente mental, ou incompetente, na minha área profissional. Como o comentário político não faz parte dessa área – e, ainda por cima, sou pouco histriónico, pelo que raramente franzo os sobrolhos – não me excluo pela razão simples de que não me incluo.
Venha a meus braços, e não se fala mais no assunto.
Ah! Ah! Ah!
Com uma pontinha de dignidade ou de maturidade, perceberiam que isto é sinal de pequenez.
Houve uns outros que atá fizeram uns vídeos sobre o Pacheco Pereira.
Com gente desta “envergadura” na banda dos que se deveriam opôr ao socialismo… estamos bem governados.
Ok, agora não percebi mesmo onde quer chegar.
Não percebeu e faz muito bem. Um socratino de raiz nunca se rende. Nem mesmo, por engano, num blogue “de direita”…
Silva Pereira (ou amigo do Miguel Relvas), aceita ser nomeado para a nova administração da carris?.
As melhoras da gripe!
Obrigado, Ana, já arrebitei um bocadinho.
caro Luís, ela ainda vai ficar indignada com este post.
Não lhe dê ideias.