«Nesta época em que estamos condenados ao pragmatismo resignado, quero fazer uma defesa dos seres humanos, escritores ou não, que superiormente se distinguem por elaborar planos que nunca irão realizar. Os nossos códigos de avaliação não costumam perdoar. Valorizam, e bem, o sucesso e o esforço dos que acabam. Esquecem, e mal, a intenção e a inconsequência de quem só planeou. Acabar é sem dúvida mais doloroso e meritório do que começar. Mas não nos enganemos. Para cada obra terminada, é preciso que muitas mais faleçam à nascença.»
Pedro Lomba, no Público

Pedro por acaso não tens isso em versão online que me possas enviar? Estou metido em casa com uma gripe e não consegui sair à rua, mas gostava de ler o texto.
Digo Pedro, mas se houver alguém que se chegue à frente agradeço.
Gostava, Luís. Mas o Público insiste em barrar o acesso a estes textos na sua versão digital.
Julguei que tivesses assinatura online. Maldito papel.
Não tenho, Luís. Nem sequer a do Financial Times.
Não sei se concordo. Planos qualquer um os faz. A tenacidade para os levar até ao fim já nem todos a têm
Julgo que aplaudiria se lesse o artigo na íntegra. Vou tentar trazê-lo aqui.
Tem razão, não li o artigo. Se o conseguir arranjar agradecia. Gostaria de o ler.
joao
A apologia do sonho que comanda a vida é uma belíssima imagem poética, mas apenas e tão-só e não mais que isso.
O “pragmatismo resignado” que o intelectual-opinidor-comentador Pedro Lomba reverbera (e pese o meu apreço pelo autor) versus “pelo sonho é que vamos” encanta metaforicamente, sem dúvida.
Mas a irónica e trágica realidade dos dias frios e sombrios destes invernos do nosso descontentamento, os inebriantes sonhos e devaneios de almofada que pereceram antes de o serem, fazem, depois de gravitarem, descer à terra tal ideia romântica de nós cidadãos comuns.