Uma das peças musicais definitivas do séc. XX.
A sala do institucionalíssimo Barbican Center de Londres esgotou os 1949 lugares, a orquestra da BBC apresentou-se na máxima força e em plena forma, a televisiva BBC 4 transmitiu em directo, o comentador inicial está visivelmente entusiasmado com o que se vai seguir. Tudo isto para experimentar, decerto mais do que ouvir, o célebre 4’33’’ de John Cage, uma composição que embora curta parece enorme e poucos ousam incluir no seu repertório. Começa a ser longínqua esta noite de Janeiro de 2004.
A sala do institucionalíssimo Barbican Center de Londres esgotou os 1949 lugares, a orquestra da BBC apresentou-se na máxima força e em plena forma, a televisiva BBC 4 transmitiu em directo, o comentador inicial está visivelmente entusiasmado com o que se vai seguir. Tudo isto para experimentar, decerto mais do que ouvir, o célebre 4’33’’ de John Cage, uma composição que embora curta parece enorme e poucos ousam incluir no seu repertório. Começa a ser longínqua esta noite de Janeiro de 2004.

O Lawrence Foster a dirigir. É maestro para isto e muito mais 🙂
Claro que é, mas também é difícil tamanha contenção num maestro como ele. E só um grande maestro conseguiria criar tal expectativa em torno desta obra.
Escutar o silêncio. É engraçado registar as reacções dos músicos, num acto que para eles é contra-natura. E ver a descompressão de todos nos “intervalos”: tosses, risos nervosos, ruídos vários. E o alívio de toda a gente quando acaba o tempo, numa ovação inusitada a uma orquestra que não mexeu um músculo… não estamos habituados ao silêncio, isso é bem visível aqui.
Lembrou-me o filme do João César Monteiro, igualmente provocador.
…and that’s the whole point!
Todavia, não deixo de dar uma certa razão ao Hitler: ug&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=eQa4DL17A
Não deixa de ser interessante recorrer a Hitler para desgostar de John Cage. Acho que o compositor haveria de apreciar.
Eu penso que a Senhora Dona Assunção Esteves, poderia contratar o Senhor Lawrence Foster, para moderador aos debates na Assembleia da República.
E… nos dias intremédios, dar formação aos senhores deputados, ensinando-os a escutarem-se mutuamente.
Depois… levanta-se uma suspeita, ao assistir a este vídeo… ha registos que apontam o ano de 2004 como sendo o do aparecimento da gripe suina, depois referida por H1N1, mas ao que parece, aquela plateia já se achava totalmente contaminada… seria por antecipação?!
😉
O primeiro violino é excelente, não é?
Silêncio em televisão é quase um oxímoro.
Bem observado. Há de facto aqui dois silêncios “pesados”: o musical e o televisivo. E ainda o radiofónico. Que este concerto tenha sido transmitido torna-o ainda mais veemente.
Choque nada mais ou seja não é música, não é arte. Apenas oportunismo.
Nunca falha: há sempre alguém que vem dizer isto.
E?
Também há o “silêncio” do São Carlos: tosse e mais tosse.
Nem mais, S. Carlos é o templo da música orgânico-concreta.
Umas das variáveis importantes desta peça é o ‘Tempo’
gostei imenso
Boa id-eia. Um grande beijo, Rita.