Sempre fui um tipo de convicções. De levar as coisas até ao fim. Já em criança era assim. Recordo-me de ter para aí cinco anos e de, indignado com um episódio doméstico, ter decidido sair de casa. Sem contemplações, abri a porta e fiz-me à estrada. Ainda dei uns bons 50 passos. Acreditem ou não, fui para lá da casa da Rosa da Russa. Na verdade, foi já pertinho do cruzamento do Sisto que decidi, de forma irreversível e irrevogável, voltar para trás. E mantive-me inflexível. Contra tudo e contra todos. Estava cheio de saudades da minha mãe.
Antes quebrar que torcer
Rui Rocha,

Excelente texto
Obrigado, P.
Maravilha.
Ora aí esteve/está uma decisão acertada: ter saudades da Mãe.
Ah! Ah! Ah! Julgavas que era o voltar para trás…
Confesso que cheguei a ter esperança