Bem… Parece-me que o logótipo desta tem uma gravata, não um avental… E as outras ainda não consegui perceber se têm dificuldades em fazer acordos ou antes pelo contrário…
Tem razão, FP. Esta será uma das palavras de dupla grafia, não é? Poderemos encontrar uma boa explicação em http://www.ciberduvidas.com/correio.php?rid=27646
A questão é simples: numa democracia e num estado de direito uma reforma ortográfica só pode ser «declarativa», querendo com isto dizer que se limitará a declarar, a consagrar como norma, mudanças que o povo e os escritores já tenham consagrado na prática quotidiana. Tudo o resto é engenharia de regime totalitário e não há votação, carimbo, selo branco ou preto, assinatura ou promulgação, diários ou semanários de república que tornem legítimo tudo o que passe da consagração do uso.
Confesso que ainda não percebi quais são, neste caso do AO, as penalizações pela sua não utilização. 🙂 Mas sei que há muitas regras que, por mais que se configurem numa norma, nunca chegam a ser seguidas por todos. Tal como existem situações de palavras que vão sendo alteradas, nas formas falada ou escrita, antes da norma o fazer, legitimando um uso.
Não sabe as penalizações? Explico: o superior hierárquico exige que de um subordinado que escreva usando o acordês. O subordinado recusa. Vários juristas conhecidos já se pronunciaram pela possibilidade de instauração de processo disciplinar. Mesmo que se venha a considerar – como parece a melhor opção – que o chamado acordo ortográfico não tem qualquer valor legal, até lá…
Em sociedades cultas a ortografia mantém-se praticamente sem alteração. Apenas em países com baixos níveis de literacia, como é o caso de Portugal e do Brasil, ou em que há ortografias impostas por ditaduras (duas reformas no Estado Novo, a reforma de 1911 imposta por um governo não eleito) há alterações substanciais em tão pouco tempo. Trata-se de uma triste história de abuso, e destruição de património sem paralelo em lado nenhum do mundo. Basta dizer que o Inglês nunca teve qualquer reforma sendo Shakespeare estudado pelos estudantes de inglês do mundo inteiro com a grafia da época (séc. XVII). Ao invés, parece que já há Lusíadas mutilados em acordês. São opções a condizer com o estado dos países. Afinal, não é em vão que Portugal é o país mais analfabeto da Europa e que o Brasil tem um índice de alfabetização inferior ao do Zimbabué.
De novo com essa informação errônea dos “factos”?… Que chatice… Não, facto em português europeu sequer tem dupla grafia, tem grafia única porque o cê é sempre pronunciado: portanto, facto.
Lojas? Ah, referes-te às que vendem fatos completos. De repente, pensei que eram as de aventais…
Essas lojas de que fala são as grandes instigadoras do acordo, para alegrarem os veneráveis irmãos brasileiros.
Bem… Parece-me que o logótipo desta tem uma gravata, não um avental… E as outras ainda não consegui perceber se têm dificuldades em fazer acordos ou antes pelo contrário…
Também me parece. Numas e noutras. E em especial porque não lhes fazem um exame de português antes de serem admitidos na “loja”.
Mas aposto que os exames que fazem são bem rigorosos…
Cara Ana Lima,
Presumo que segundo o novo acordo ortográfico que só descrimina os “mudos” o “c” de “facto” nada tem a temer.
Cumprimentos
Tem razão, FP. Esta será uma das palavras de dupla grafia, não é? hp?rid=27646
Poderemos encontrar uma boa explicação em http://www.ciberduvidas.com/correio.p
A questão é simples: numa democracia e num estado de direito uma reforma ortográfica só pode ser «declarativa», querendo com isto dizer que se limitará a declarar, a consagrar como norma, mudanças que o povo e os escritores já tenham consagrado na prática quotidiana.
Tudo o resto é engenharia de regime totalitário e não há votação, carimbo, selo branco ou preto, assinatura ou promulgação, diários ou semanários de república que tornem legítimo tudo o que passe da consagração do uso.
Confesso que ainda não percebi quais são, neste caso do AO, as penalizações pela sua não utilização. 🙂 Mas sei que há muitas regras que, por mais que se configurem numa norma, nunca chegam a ser seguidas por todos. Tal como existem situações de palavras que vão sendo alteradas, nas formas falada ou escrita, antes da norma o fazer, legitimando um uso.
Não sabe as penalizações? Explico: o superior hierárquico exige que de um subordinado que escreva usando o acordês. O subordinado recusa. Vários juristas conhecidos já se pronunciaram pela possibilidade de instauração de processo disciplinar. Mesmo que se venha a considerar – como parece a melhor opção – que o chamado acordo ortográfico não tem qualquer valor legal, até lá…
Tanta coisa que eu não sei sobre o acordo…
Em sociedades cultas a ortografia mantém-se praticamente sem alteração. Apenas em países com baixos níveis de literacia, como é o caso de Portugal e do Brasil, ou em que há ortografias impostas por ditaduras (duas reformas no Estado Novo, a reforma de 1911 imposta por um governo não eleito) há alterações substanciais em tão pouco tempo. Trata-se de uma triste história de abuso, e destruição de património sem paralelo em lado nenhum do mundo. Basta dizer que o Inglês nunca teve qualquer reforma sendo Shakespeare estudado pelos estudantes de inglês do mundo inteiro com a grafia da época (séc. XVII).
Ao invés, parece que já há Lusíadas mutilados em acordês. São opções a condizer com o estado dos países. Afinal, não é em vão que Portugal é o país mais analfabeto da Europa e que o Brasil tem um índice de alfabetização inferior ao do Zimbabué.
E, pelos vistos, algumas é melhor nem saber…
De novo com essa informação errônea dos “factos”?… Que chatice… Não, facto em português europeu sequer tem dupla grafia, tem grafia única porque o cê é sempre pronunciado: portanto, facto.
Para uma coisa, pelo menos, serviu a escrita deste “post”. Não me vou voltar a enganar nesta palavra. Isso é um facto!