Contos ínfimos (2)


Ana Vidal,

FUGA

 

De tanto ouvir Bach, acabou por especializar-se na arte da fuga. A última foi de si próprio.

12 comentários em “Contos ínfimos (2)”

  1. (decidindo em consciência se o polvo assado que tenho diante dos meus olhos pedirá um Dona Ermelinda branco ou um Alicante Bouschet da mesma casa)

    Cara Ana, a fuga é exactamente a repetição imitativa de uma parte principal da obra, pelo que o indivíduo que refere não irá longe, antes acabará por entrar numa espiral imitativa de si próprio. Não tema, portanto.

    (decidindo afinal por um também monocasta Syrah e pedindo ao empregado que sirva)

    1. Caríssimo, temo muito mais que se distraia desse polvo por causa do meu humilde conto! Isso, sim, seria um sacrilégio, caso para eu merecer andar em espiral para o resto da eternidade… 🙂

  2. Uma fuga interior, ao som de de fagotes e oboés, não é de menosprezar.
    O invólucro dessa viagem, com uma paisagem bucólica por cenário e uma loira por compincha não é, de todo em todo, desprezível.
    Fujamos todos, cada um com o seu par.

      1. Precisamente para evitar que me fôssem aos fagotes é que eu escolhi uma loira compincha, daquelas que ao abanar a cabeça fazem ecoar o sonido da areia.
        Noutras circunstânciasa escolheria…uma loira com MBA.

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