A equidade também passa por aqui


Teresa Ribeiro,

Se em Portugal, à revelia do seu credo liberal, o governo não tem feito outra coisa senão agravar os impostos, já agora bem podia fazer como na Suécia, pôr o coração ao alto, abdicar de alguns pruridos quanto à protecção de dados e fazer um verdadeiro controlo do incumprimento e evasão fiscal. É que é por estas e por outras que em Portugal são só os pobres que pagam a crise.

11 comentários em “A equidade também passa por aqui”

  1. Revelador. É, aliás, em questões como esta que vem à tona a formação “democrática” de certa gente… Livra!

  2. Ah, não, Teresa. Todos os pruridos são poucos na protecção de dados pessoais, já basta a invasão de privacidade que temos constantemente. De resto, não concordo muito com a extinção da economia paralela em tempos de crise. Num país como o nosso – não podemos comparar-nos com a sólida economia sueca – e com a brutal carga fiscal que faz fechar empresas todos os dias, ela é muitas vezes uma solução para manter “alguma” economia a funcionar. E dar trabalho a muita gente. Não está certo? Pois não, mas a sua extinção só pioraria as coisas neste momento.

    1. Ana, essa invasão da privacidade que tanto me chateia, mas que é incontornável, paradoxalmente leva-me a encarar com mais descontracção um escrutínio mais apertado dos dados pessoais desde que feito com critério. Quem, como tu, rejeita liminarmente esta solução argumenta como se as propostas feitas neste campo não obedecessem a regras claras, destinadas a prevenir abusos e arbitrariedades. Não é em qualquer circunstância que as autoridades podem investigar os contribuintes na Suécia…

      1. Mas é aí mesmo que está o busílis, Teresa: o critério. A Suécia tem uma longa história de civismo e de respeito pela cidadania. Aqui, pelo contrário, não há qualquer garantia de que os dados confidenciais sejam usados da melhor maneira e essa informação não seja vítima de fugas várias. Os casos são mais do que muitos. E, o que é ainda pior, não há qualquer garantia de que a justiça actue bem e em tempo decente para sancionar os abusos. Eu não sou contra essa solução como princípio. Mas sou na prática portuguesa, porque não tenho confiança no uso que façam dos meus dados.

  3. Este Governo não teve até agora nada de Liberal. É um Governo da Direita Socialista que aumenta o Estado como bem diz com mais e mais impostos em vez de diminuir o Estado.
    Como aliás o PSD e CDS fizeram sempre que estiveram no Governo nos últimos 20 anos..

    1. Lucklucky, este governo tem uma agenda liberal, aliás bem patente nas reformas que está a fazer ao nível laboral e da política de saúde. Temo é que quanto a impostos continue a fazer sentidas declarações de intenções, mas a aumentar paulatinamente os encargos dos contribuintes que não tiverem recursos para lhe escapar.

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