Eram miúdos, sabes? Crianças dotadas como todos os adultos, mas sempre crianças. Mantinham um blogue diário, faziam-no a meias com uma certa ideia de cómico e, em simultâneo, propriedade crítica, inteligente, irónica. Umas vezes era o governo, outras vezes os comentadores na televisão; satirizavam com precisão, eram acutilantes e certeiros. Contavam com uma legião de seguidores que potenciavam os respectivos egos, por assim dizer.
Só agora é que consigo alcançar a dimensão da infantilidade das nossas vidas, das nossas opções.
Patrícia Reis, Por Este Mundo Acima.
Edição D. Quixote, 2011.

jaa, tu lês cada coisa! 😉
Pois, para o que me havia de dar…
Podíamos ser nós… temos uma legião de seguidores e ainda não alcançámos a dimensão da infantilidade das nossas vidas… lol
Pois, nem mais. Embora «legião» seja um exagero: a maior parte não nos seguia para lado nenhum, Ana – o que só demonstra inteligência.
Laura, Ana e Jaa, isso da legião eu cá não sei… Concordo com a Laura, as coisas que tu lês Jaa:) embora não entenda exactamente o sentido do comentário da Laura, mas eu cá já não entendo muita coisa, por isso sejamos todos felizes. A tua boa disposição, Ana, é uma benção. Beijos aos três
Eh lá, Patrícia, nada de confusões! A dimensão é «tu lês cada coisa», tout court. Lês: escolhes, realças. Cada coisa: cada pedaço de prosa, passagem, excerto. Eu falo sempre claro e sou sempre bem educadinha… Quer dizer, achava eu!
Laura, bom dia! Claro que sim, eu estava apenas a brincar, porque o português tem estes caminhos misteriosos e a escrita não tem tom, não levei nada a mal, não interpretei nada de forma alguma, estava apenas a brincar. Palavra de escuteiro (que nunca fui, mas faz de conta). Não te zangues comigo, peço-te, e hoje ainda por cima é um daqueles dias…:( E, sim, tu és sempre muito clara, por isso te leio com prazer. Assim como leio a Ana ou o Jaa, que deveria estar a ler outra coisa! Beijos
Vá lá, Patrícia, não sejas egoísta! 🙂
🙂