A quimera, repetida à exaustão, de que a Alemanha andou a suportar os desvarios da Europa do Sul já tinha sido descartada por muito boa gente, mas desta vez quem se encarrega do assunto é o sisudo e respeitável Financial Times (assinem para ler, que é gratuito):
(…) It is time for Germany to decide once and for all: how much will it pay to save Europe?
Germans can reach the sensible answer only if they discard the myth, widely cherished in northern Europe, that peripheral southern countries are the undeserving beneficiaries of a charitable transfer union. You can see whence this myth comes: the Greeks do retire in their fifties; they did lie about their budget deficit; and it is galling when they demand serial bailouts. But despite those aerial photographs of untaxed Athenian swimming pools, the north’s resentment of lazy southerners is overdone. The truth is that Germany derives myriad benefits from the currency union. It should pay more to save it.
Que se tenha alimentado por aqui, durante meses e sem grande controlo crítico, uma mitologia repleta de santos e pecadores a respeito deste assunto é, lamento dizer-vos, um embaraço. (Via).

Claro que já se sabe disto há muito. Se não fossem os preguiçosos (e pacóvios) do sul, quem iria comprar-lhes os submarinos já desactualizados aos preços a que foram comprados? Quem iria adquirir todas as suas pistolinhas, helicópteros e demais brinquedinhos de guerra? Só se safou o TGV porque já não havia mesmo dinheiro sequer para mandar tocar um cego, se não até isso nos teriam impingido… E mesmo assim, ainda insistiram bastante na ‘pechincha’. Agora, que deixaram a Europa chegar ao estado em que está, vai ser engraçado ver-se a quem é que vão vender os seus Mercedes, Audis, BMW’s e toda essa tralha. Também acho que dentro de pouco tempo, vão ter de tomar do remédio que andaram a dar aos outros. sA
A propósito veja-se http://www.youtube.com/watch?v=wg5SU_bDN
Patetices. Os subsídios Europeus desde 1986 vêm de onde para começar?
Os Alemães são um pais competitivo não precisam da da existência do Euro para terem sucesso. Vendiam muito bem para todo o mundo muito antes de ter aparecido o Euro.
Os investimentos alemães na Ásia já são quase tantos como na Europa do Euro.
É Portugal e os outros que precisam de reputação Alemã para pedir empréstimos. Aliás esse foi em parte o desastre nosso ao estar no Euro: dar reputação Alemã a quem não a tinha. O Euro foi um veículo de investimento com AAA mas com maças podres lá dentro tal qual como aconteceu no imobiliário. Subprime junto com qualidade.
O Dr.Sampaio com o Escudo nunca se teria atrevido a dizer “há mais vida para além do orçamento/défice”.
Vai-se a ver ainda nos devem dinheiro, os malandros dos alemães.