The markets are not the enemy of European politicians. They are their friends. In fact, they are all that stands between political leaders and angry citizens. If the markets will not lend money to governments, politicians can only get it from one other place – the voters.
(…) It is a huge misconception to believe that people in the financial markets are willing on the break-up of the euro. On the contrary, it is financiers who are often the most keenly aware that euro break-up would be enormously disruptive – and could well lead to the failure of many banks and financial institutions. That would mean lost jobs in the City and on Wall Street – as well as in the wider society as a whole.
(…) There are many misunderstandings embedded in the common belief that the markets are somehow out to destroy the euro. The first is that financial markets are a single-minded entity, rather than a balance of opinion between buyers and sellers.
“The markets are not the monster“, Gideon Rachman, Financial Times

Dear friend Mr. Market,
We, the real people of Europe, apologize for beiing so cruel with you.We, the monsters, imagined ourselves as the consequence of your acts, but we were mistaken.We get poor and poor because we don’t understand you neither the governments. How foolish we are, so many misunderstandings….
O mercado somos todos nós.
Aliás é curioso o silêncio dos comentadores e jornalistas que criticaram as agências de rating por estarem enganadas na crise do subprime não terem feito agora o mesmo a quando do haircut da Dívida da Grécia.
As agências de rating enganaram-se outra vez ao não terem descido o rating dos países mais cedo.
Mas seguiu-se silêncio mediático…
Isto quando o haircut na Grécia tem muito mais implicações para Portugal do que o subprime.
Medo de estragar a narrativa?
Medo de finalmente ficar claro que as 3 agências de rating preferidas pelo regulador estão cá para dourarem tudo até mais não puderem?
Que tal explicarem os absurdos AAA da dívida da França. E já agora da Alemanha.
“As agências de rating enganaram-se outra vez ao não terem descido o rating dos países mais cedo.
Mas seguiu-se silêncio mediático… “
Bem verdade. Nesta crise da dívida as agências de rating, escaldadas da crise de 2008, andaram cautelosamente a reboque dos mercados…
Em todo o caso, isso não tira a questão: as agências de rating não deveriam existir.
With friends like these, who needs enemies?
Amigos é exagerado, de facto, mas não acho que sejam inimigos. Acha?
Eu não acredito que os mercados conspirem para acabar com o euro. Mas acredito que o comportamento colectivo dos agentes individuais, movendo-se no actual contexto de regras e incentivos, possa acabar com o euro. O facto de não haver um coordenador central e de os agentes nem estarem individualmente interessados em que o euro acabe não impede que as suas acções conduzam ao fim do euro, ou a outro cataclismo financeiro qualquer.