Soluções eficientes para a erradicação de funcionários públicos


cronicasnofeminino,

Só então o país ficará respirável. 

Na sequência deste post.

28 comentários em “Soluções eficientes para a erradicação de funcionários públicos”

  1. Só mesmo a brincar é que se pode pensar numa solução deste género – ao preço a que estão as botijas da Galp, ficava caríssimo!

  2. Sou funcionária pública. Mas, apesar disso, não posso deixar de afirmar que este post é uma vergonha.

    1. Espero que tenha percebido a ironia do post. Eu também sou funcionária pública e estou farta de faltas de respeito. O post só significa isso. Podia ter usado uma forca, uma arma, um nó cego ou uma guilhotina. Não tenho tabus e por isso escolhi esta imagem.

    2. Joana: confesso que sinto um conforto muito egoísta ao perceber que o teu sentido de humor está bem pior do que a minha conta bancária.

  3. Eu gosto de trabalhar em funções públicas. Trabalho apaixonadamente, reflectidamente, e procuro fazer o meu melhor. E se um dia ficar sem trabalho, tentarei fazer o meu melhor noutro lado (onde?onde?onde?…ecoa a duda). Mas sei sem falsas modéstias q eu e outros como eu podemos dar e dar e dar, ainda mais q receber. Neste momento mudei de Departamento, depois de uma enorme experiência de dar e receber num outro, e posso dizer q, mmo ganhando menos por causa dos cortes, me sinto num crescente entusiasmo diário. O mais engraçado? É mmo sincero.

    1. Acredito 100% no que diz. Também eu mudei radicalmente de meio e me expus à insegurança que isso significa (a acreditar nos arautos do desprezo pela administração pública, isto seria quase um fenómeno de perda de identidade…). Continuo a vestir a camisola todos os dias, com gosto e muito orgulho, mesmo que tenha de enfrentar a lei da oferta e da procura e de reconquistar experiência. A coisa faz-se a lutar constantemente contra o status, acho que até morrer. E são muito poucos os ‘privados’ que me dão lições de vida.

      1. Laura: parabéns (isto não é ironia), estás do lado dos teimosos (relê o meu post se já não te recordares do uso que fiz do termo). É o lado certo mas a maior parte das pessoas dá-se mal e acaba por desistir de lutar. Ao contrário do que pensas, enm umas nem outras me merecem desprezo. Sinto algum é por quem as leva a desitir de lutar.

        1. Ao contrário do que possas pensar, a administração pública é um sítio muito mais duro e competitivo do que o imaginário social lhe atribui e onde a insegurança entrou há muito tempo. Se as regras são as melhores? Não são, mas também na privada isso acontece. É o tal status que cada um enfrenta por si, com as armas que tem. Sabes qual é a minha única mágoa (e tb não exagero no termo)? Não poder contar com gente nova. Estar impedida de ir buscar novas competências, sangue novo, e ter visto sair sem poder fazer nada os poucos “recibos verdes” que ainda consegui ir buscar à faixa dos 20-30 e com quem trabalhei uns anos. Ficaram sem trabalho: obviamente.

  4. Pois é, Leonor. Nós, funcionários públicos, somos todos uns filhos da puta que estragámos o país. O Estado, esse cabrão, nem devia existir, principalmente quando é a ele que os privados recorrem quando estão com a corda na garganta.
    Enfim…

      1. Leonor… era o que faltava que a verdade tivesse donos… É adulta e não jurou vassalagem a ninguém.
        – Disparates, como se não houvesse amanhã? E como se não tivesse havido ontem! Quando andava tudo muito distraído.
        (se bem que ele há coisas muito boas de fazer como se não houvesse amanhã. Mas seguramente não são estas :))

  5. Sou funcionário público. Sou-o porque tenho imenso orgulho em trabalhar para os meus concidadãos. Será que ninguém percebe que há pessoas que têm orgulho nisso? Será que ninguém percebe que é esse orgulho que nos faz trabalhar mais do que o salário? Será que ninguém percebe que isso pode dar sentido à vida? Será que ninguém percebe que a muitos de nós já nos foi dado ganhar dinheiro mais fácil no privado e não aceitámos? Será que ninguém percebe que o Estado e os seus funcionários são fundamentais para dar um sentido colectivo à nossa existência colectiva enquanto povo e nação?

    Estou com a Laura Ramos. Estou farto de ser insultado. A próxima vez que qualquer ignorante fale do que não sabe à minha frente vou-lhe às fuças.

    1. Rui, não, a maior parte das pessoas não entende isso. É mais fácil agarrar em juízos carregados de preconceitos quanto ao funcionalismo público e repeti-los como um eco, mesmo desconhecendo o que se passa, e pior, como se fosse uma verdade insofismável. A ignorância é muito atrevida.

  6. Realmente há pessoas sem humor. Eu sou funcionária pública e adoro humor inteligente e de fino recorte. De cortar a respiração…o post. lol

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