9 comentários em “Como era de esperar”

  1. Mal de nós se as questões europeias começarem a ser decididas pelas capas dos tablóides alemães, Rui.

    Quanto aos referendos são um direito de todos, e não sei que problema há neles: clarificam, esclarecem e dão poder de decisão a quem interessa — aqueles que pagam, em Atenas ou em Berlim.

    1. O ponto não é o mensageiro, Luís.

      Concordo contigo quanto ao que dizes no segundo parágrafo. E também me parece que à construção europeia tem faltado democracia.

      Pelo que tenho visto do que vamos escrevendo sobre o assunto, apenas divergimos no que diz respeito a “este” referendo grego. Nas actauis circunstâncias, pretende-se tudo menos devolver a decisão ao povo.

  2. Mas quantas vezes será preciso dizer que não vai haver referendo nenhum?!
    Tratou-se apenas de uma manobra para travar os militares. E o objectivo está, para já, conseguido. É assim tão difícil de perceber?
    Claro que a “bomba” causou muita confusão e danos consideráveis nos mercados. Mas tudo isso é recuperável. O que não podia acontecer era um golpe militar na Grécia, agora que se está prestes a atacar o Irão. Simplesmente não é hora de brincar com os turcos.

    1. Também me parece que é cada vez mais provável que o referendo caia, Sampy. Em todo o caso, nem que seja como linha de análise especulativa, é interessante perceber como nos situamos face a essa eventualidade.

  3. Li algures que referendo é uma coisa totalmente diferente do que o governo grego quer fazer. Referendo é antes e exigido pelo povo, depois e exigido pelo governo é um plebiscito.
    No meio desta confusão toda dei por mim a pensar: ninguém me perguntou se eu queria entrar para a então CEE, se estava de acordo com este ou aquele tratado, se admitia substituir a minha moeda, etc. Concluí: tudo isto tem sido feito nas minhas costas, a propalada democracia, inventada pelos gregos note-se, pura e simplesmente não existe em todos os sentidos.

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