Sulfúricas


lauraramos,

 

Encontrei uma solução que gostaria de apresentar.
Em vez de me cortarem um quarto no vencimento, bastaria despedir nove de entre os meus colegas que, ao longo dos anos, não escreveram dez linhas aproveitáveis. Já agora, talvez não fosse má ideia pôr na rua os docentes que não preparam aulas, os que faltam aos compromissos académicos, os que promovem os amigos e os que andam a “salvar” o mundo com propaganda que introduzem na sala de aula.

 

Maria Filomena Mónica

Expresso 29.10.2011

18 comentários em “Sulfúricas”

  1. não sei porquê, mas sempre que oiço o nome “Maria Filomena Mónica” lembro-me, primeiro, de “filarmónica” e, depois, de “filarmónica fraude”, grupo pop-rock de Tomar, do final dos anos 60 do século passado.
    Têm esta música curiosa ( Animais de estimação)
    http://www.youtube.com/watch?v=UtRXxlZBcFo&feature=related

    diz o refrão final:
    “assim defino a vida de quem tem animais de estimação de vida sã: em barracas com ar condicionado bichinhos devoram croissant, cães com casaquinhos de cambraia e gatos com golinhas de astracã.”

    não virá muito a propósito, para além do croissant, mas é um pretexto para relembrar um grupo curioso.

  2. Sei que há muitos que não a suportam, que a acham um poço de vaidade e outras coisas assim. Pode ser que sim. Mas eu gosto dela. Se Maria Filomena Mónica tem defeitos (deve ter), não me incomodam visto que não convivo com ela. Interessa-me mais o que ela tem e me toca: obra feita.

    1. Defeitos temos todos, nem os santos escapam. Alguns são ‘inconvivíveis’, de facto. Mas é como dizes: não tens de te dar com ela. E como eu digo às vezes: não me interessa, não tenho de sentar X à minha mesa. Por acaso a vaidade é daquelas coisas verdadeiramente insuportáveis, bacocas e impróprias de quem é inteligente. Mas também é verdade que anda por aí muita falsa modéstia… E que não deixa de cultivar à socapa a especialidade dos vaidosos: pisar o próximo.
      Por mim, gosto de ler a MFM, que não terá o monopólio da razão mas é frontal e destemida.

    2. Pus-me a defender a ‘relatividade’ e esqueci-me de saudar o facto de concordares comigo, obrigada.:-) Uma vez palradora, tagarela para sempre… nada a fazer

  3. Então e os direitos adquiridos? Hum???, D. Filomena?
    Se um gaijo andou anos a “deslizar o traseiro” pelas paredes (ª) lá do estaminé vai perder esse direito que lhe foi permitido e talvez até reconhecido pelas respectivas chefias?
    Isto não é fácil… e em tempos de crise ainda menos!

    (ª) o mais correcto seria “roçar o …” mas com o acordo do coiso e porque o blog é de respeito, há que ter tento na escrita.

    Cumprimentos.

  4. Não podia estar mais de acordo com Filomena Mónica. Em vez de irem aos bolsos dos contribuintes (funcionários públicos e pensionisstas da FP ) que dão, ou deram, ‘o litro’, deviam simplesmente ser postos no olho da rua todas essas inutilidades de que fala a articulista, assim como todos esses trastes parasitas que, sem fazerem de útil a ponta dum corno, se alimentam do suor dos que labutam para pôr na mesa o pão de todos os dias.

  5. Não era má ideia, não. E pior … alguns desses até ascenderam a titulares, sabe-se lá porquê. Graças a Deus que essa praga e a sua autora, a pseudo-iluminada, fazem parte do passado … Gosta de Mª Filomena Mónica, têm uma formação académica inquestionável, é corajosa, esclarecida, autêntica. Muitos não simpatizam com ela porque aponta algumas verdades e … torna-se incómoda, mas isso é bom e temos que saber viver com isso. Já lá vai o tempo da mordaça, foi penoso, e é bom que não volte. MFM possui uma bibliografia notável cujos livros “Bilhete de Identidade”, “Vale a Pena Mandar os Filhos à Escola” e “Cesário Verde”, apreciei.

    1. Pois eu foram desde sempre as crónicas avulsas; o Turista à Força; o BI (também); o livro sobre o Eça de Queiroz; e o livro – polémico – sobre um dos meus chefes de estado preferidos: D. Pedro V.

      1. Muito obrigada pelas dicas … o “Eça de Queirós” já andava no meu horizonte. O pior é a falta de tempo para ler os livros que me faltam ler … e são tantos!

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