A propósito do post do nosso João Campos aqui por baixo (e deste de ontem da nossa Leonor Barros), acho muito pedagógico sublinhar mais este exemplo de comportamento ético que a CP nos dá: 13 carros de luxo encomendados para directores, porque toda a gente sabe que andar de comboio faz calo no sim-senhor dos macacos.
Parece que o Governo suspendeu a compra. Parece que o Governo não suspendeu os directores.

Não percebo. Então, os directores da CP não são funcionários públicos? Não vão ser expoliados dos subsídios de Natal e de férias? Como pode haver alguém a sugerir que deviam ser suspensos? É uma tremenda injustiça.
Também acho. Felizmente, parece que o Governo não os suspendeu. Embora as empresas públicas não possuam funcionários públicos, claro está.
E não me venham dizer que “expoliados” está mal escrito. O meu professor de português também é funcionário público. Respeitem-no.
Certo. Se ele é funcionário público, não há-de ter grande expólio.