Meia dúzia de contestatários a bradar contra o sistema parece patético. Centenas merecem, eventualmente, uma nota de rodapé nos media. Milhares já podem fixar a atenção até de alguns cínicos. Mas mil cidades dos quatro cantos do mundo a exigir, em uníssono, que as políticas passem a servir as pessoas e não os interesses das elites do capitalismo financeiro é um sinal que ninguém pode ignorar. Globalização também é isto e não apenas os efeitos víricos dos ditames dos mercados e da concorrência avassaladora dos países emergentes.
É bom que os donos do mundo não se esqueçam que apesar de serem o elo mais fraco, as pessoas são sempre os principais agentes da mudança. É com elas que se fazem as revoluções.


Tem toda a razão. ninguem pode ignorar estes fenomenos. Podiamos estar tres dias a discutir porque é que as expectativas de milhões e milhões de pessoas por esse mundo fora, jovens na sua maioria, têm saido goradas.
Mas eu, que passei vinte e tal anos da minha vida á espera da Democracia, e que tive que fugir muitas vezes à frente da rapaziada do capitão Maltez, não estou disposto a abrir mão dos meus direitos de cidadão votante. Isso não pode em nenhuma circunstancia ser posto em causa. E o que eu vejo em Portugal e nos paises europeus de uma maneira geral, são os que têm uma representatividade praticamente nula, estarem na organização e na fila da frente destas manifestações.
Não sei se sabe, mas entre 74 e 80 do seculo passado, a Democracia no Alentejo onde vivo, teve que ser conquistada nas ruas. A brigar com os comunistas e com a UDP. Portanto o meu 25 de Abril foi em 1979. E, acredite, custou muito. Portanto, para mim os problemas continuam a resolver-se nas urnas. É para isso que servem as eleições.
PS Antes de 1989, tive oportunidade de visitar varios paises da Cortina de Ferro. E o que lá se passava não era bonito de se ver. Quase nos fazia ter saudades do Salazar. Se calhar grande parte dos “indignados” têm saudades daquilo.
Alexandre, as manifestações, além de serem um direito em democracia, são actos de cidadania. Nem sempre é possível e até desejável, esperar pelas eleições para nos expressarmos. De resto, como se vê pela amplitude deste movimento, esta indignação não está circunscrita a um país, nem tão pouco à União Europeia. É global. O problema é global e ainda não se fazem eleições à escala planetária.
Teresa,
Fiz link… e agradeço.
Um abraço.
Obrigada eu, Ana Paula.
Tb linkei no meu FB. Só podia e devia…por todas as razões.
Tens toda a razão, Teresa.
Será que a D. Teresa não vê que a debilidade desta iniciativa folclórica está precisamente em se tratar de uma coisa organizada internacionalmente?
Ai sim? Pois, assim de repetente, não estou a ver.
De “repetente”, porquê? Então o seu caso é ainda mais grave do que eu pensava…
Este texto demonstra bem a hipocrisia da autora.
Como bem demonstra com estas duas pérolas:
“além de serem um direito em democracia, são actos de cidadania.”
“É com elas que se fazem as revoluções.”
Tradução para todos saberem: se não fizerem o que queremos a resposta é a força.
Demonstra para todos saberem – aqueles tontos que nbão sabiam ainda- que estas Manifestações são ameaças de violência.
E os “actos de cidadania” são só o balanço.
Não estão interessados em ganhar eleições, ou sequer lutar por uma independência – podiam dizer que querem socialismo e quem não votasse com eles partia-se o país ao meio e cada um geria como bem entende-se. Mas não. Querem mandar nos outros.
A autora gostou muito de viver dos empréstimos da “elites do capitalismo financeiro” – mal ela sabe que também lá está o dinheiro dela- e ainda vive.
Não sei em que se ocupa, mas se não seguiu a sua evidente vocação, é pena. Perdeu-se um excelente tradutor.